
New York Times 175 anos: Como se tornar referência em jornalismo, passando por três séculos
Nesta sexta-feira, 18 de setembro, o *The New York Times*, o principal jornal dos Estados Unidos, considerado também como um das maiores e mais qualificadas publicações diárias do mundo, completou 175 anos. Parece fácil registrar o aniversário de uma publicação diária que consegue se fazer presente, ininterruptamente, em três séculos. E se olharmos para trás, para a história do mundo desde 1851, fica ainda mais difícil imaginar como foi possível manter uma marca, mas acima de tudo uma coerência editorial, passando por tantos períodos conturbados da história dos Estados Unidos e do mundo. Isso também tem muito a ver com a história americana, com um cenário político de democracia, apesar das várias crises internas. Um país que conseguiu sobreviver sem rupturas, a um terrível conflito, a Guerra de Secessão*, e sair ainda mais fortalecido, sem rupturas territoriais e políticas.
A imprensa segura a informação. De início, quase sempre as empresas negam. Depois, admitem reservadamente. Mas na maioria dos casos, quando o assunto se torna um risco à imagem, não há como esconder. Estamos falando de um fato muito comum nas organizações modernas e que pode ser o estopim de crises, quando mal administrado: o suicídio de empregados.
Há algum tempo se constata que a profissão de jornalista tem grande preferência do público feminino. O jornal The Observer, de Londres, publicou artigo neste fim de semana com um outro alerta: a mídia do futuro precisa ser estruturada e inspirada para as mulheres. Isso porque muitos jornais britânicos têm mais leitores homens do que mulheres. Mas a diferença está diminuindo rapidamente. O alerta se baseia no site Mail Online, do jornal Daily Mail, que sugere um avanço das mulheres na direção das mídias digitais de notícias.
Obama já perguntou que “traseiro ele deve chutar” para cobrar a conta do maior desastre ambiental da história americana. Nesta semana, autoridades e ambientalistas questionaram se a BP deveria pagar dividendos aos acionistas ou suspender o pagamento, até que se calcule o prejuízo causado pelo acidente.
Não está fácil para as multinacionais. A British Petroleum, que gastou US$ 600 milhões nos últimos quatro anos para melhorar a imagem, ao tentar associá-la ao comprometimento com a preservação do meio ambiente, em poucos dias viu esvair-se todo esse capital reputacional.
Crise para todos os gostos. Vários acontecimentos nos últimos dias mostram como as instituições falham em acontecimentos geradores de crises. São erros de gestão, desrespeito ao consumidor e até crimes contra inocentes. Em todos os casos, as organizações se descuidaram dos sinais ou riscos iminentes ou de ações preventivas, que poderiam ter evitado ou pelo menos amenizado as crises. Falhas de administração que geraram prejuízos financeiros e de imagem.
A recente polêmica envolvendo o Secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, suscita uma reflexão sobre a importância da reputação na trajetória de pessoas e de organizações. De autoridades públicas, o mínimo que se exige é ter a reputação ilibada. Principalmente aqueles que desempenham cargos de extrema confiança, porque lidam com áreas sensíveis, como, por exemplo, as de saúde, segurança, justiça, entre tantas outras.









