WTC ilustração colorida25 anos do atentado do 11 de setembro. Uma data que ficou marcada na história como um marco, ainda que trágico, do verdadeiro início do século XXI. A cada ano da tragédia, uma história que continua sendo contada e não acaba. Por que a nação mais armada do mundo não conseguiu impedir um atentado no coração do país, como um desafio ao poderoso sistema de defesa americano?

Artigos, documentários, filmes tentam contar a história, a cada ano com novas informações, que surpreendem pela forma como tudo aconteceu. Onde a segurança do país falhou em permitir que quatro aviões fossem sequestrados, por terroristas da Al-Qaeda, e se tornassem verdadeiros mísseis, atacando edifícios públicos, dentro do território americano e causando 2.977 mortes. Socorristas e sobreviventes faleceram nos anos seguintes em decorrência de cânceres e doenças pulmonares causados pela poeira tóxica dos escombros, superando em muito o número de mortes registradas no próprio dia do ataque.

Em setembro do ano passado, a mídia americana trouxe uma notícia impressionante sobre as consequências do atentado, que vai muito além do 11 de setembro. “Número de socorristas e outros com câncer ligado ao 11 de setembro dispara para quase 50.000". Essas pessoas foram diagnosticadas com cânceres associados às toxinas liberadas nos ataques. O número de mortos por diversas doenças supera o de vítimas fatais daquele dia do atentado (2.977). Até agora, as vítimas fatais relacionadas às consequências da exposição, à poeira e aos contaminantes da destruição do WTC já chega a aproximadamente 9.700 entre os  sobreviventes e socorristas, segundo dados divulgados em setembro de 2026. Cerca de 5.892 dessas mortes foram atribuídas a câncer.

O que pode surgir de novo nessa saga americana, além das consequências na saúde dos socorristas? Desta vez, um documentário da Frontline PBS, a TV pública americana, reconta uma história incrível. O documentário disponível no You Tube recupera um episódio do “homem que sabia” da ameaça e não conseguiu evitar a tragédia.

Além do documentário, quem quiser se aprofundar mais sobre o atentado, pode reler artigos publicados neste site sobre o maior ataque ao território dos Estados Unidos da história. O denso material, publicado neste site, ao longo destes 25 anos, contém informações e fatos curiosos sobre esse ataque que surpreendeu o mundo pela ousadia, organização e capacidade de burlar a fiscalização de três aeroportos, com extrema frieza. 

Documentário da Frontline/PBS

WTC colapso das torres“Quando as Torres Gêmeas caíram em 11 de setembro de 2001, entre as milhares de vítimas estava o homem que, possivelmente, mais sabia sobre Osama bin Laden e a Al-Qaeda do que qualquer outra pessoa nos Estados Unidos.

“Seu nome era John O’Neill e, como agente especial do FBI focado na Al-Qaeda, ele havia alertado sobre a ameaça que o grupo representava para os Estados Unidos muito antes do 11 de setembro.

“A história de O’Neill é o tema central do documentário clássico de 2002 da série *FRONTLINE*, intitulado *The Man Who Knew* ("O Homem que Sabia"), que foi reexibido na noite de 8 de setembro de 2026, nas emissoras da PBS em todo o país, enquanto os EUA se preparam para marcar o 25º aniversário do pior ataque terrorista da história da nação.

“O documentário, que também está disponível para streaming, levanta questões inquietantes sobre a abordagem do FBI em relação ao contraterrorismo no período que antecedeu o 11 de setembro, sobre os alertas de O’Neill a respeito da Al-Qaeda — e sobre por que o órgão parou de dar ouvidos a ele.

"Na noite anterior à sua morte, ele me disse: 'Está na hora; estamos prestes a sofrer algo grande'", contou um amigo de O’Neill ao *FRONTLINE* no documentário.

“Para conferir a história completa, assista à reexibição especial de *The Man Who Knew* em 8 de setembro de 2026, nas emissoras da PBS, ou assista ao documentário via streaming a qualquer momento em pbs.org/frontline, no aplicativo da PBS ou no YouTube.

Assista ao Documentário

The Man Who Knew 

Leia relato sobre o atentado, em artigo publicado nos 24 anos do 11 de setembro, em 2025. Além do link de vários outros artigos publicados neste site, ao longo de 25 anos dessa tragédia americana.

24 anos depois, atentado ao WTC ainda deixa vítimas fatais

25 anos depois do 11/09, EUA ainda vivem as consequências dos ataques

Turning Point: 9/11 and the War on Terror - Trailer

America after 9/11 - Documentário Frontline PBS

O próximo ataque terrorista é previsível*

Philip Bobbitt**

Em 11 de setembro de 2001, eu estava em um avião no Aeroporto Internacional Kennedy, com destino à Europa e partida programada para as 8h30. Por algum motivo, fomos retirados da sequência de decolagem e permanecemos parados no pátio enquanto outras aeronaves levantavam voo.

Ao olhar por cima do ombro do passageiro ao meu lado, vi uma explosão cinza-escura em formato de disco — com a espessura equivalente a dois ou três andares — sendo projetada violentamente para fora de uma das torres do World Trade Center. Alguns minutos depois, enquanto observava atentamente, uma enorme explosão dourada, semelhante a um clarão solar, irrompeu da segunda torre.

Eu sabia o que havia acontecido. O 11 de setembro não era apenas previsível; havia sido previsto.

Quando redigi meu memorando final para o conselheiro de segurança nacional do presidente, Sandy Berger, no final do verão de 1999, escrevi — entre muitas outras observações — que os Estados Unidos seriam atingidos em seu próprio território pela Al-Qaeda dentro de dois anos. Escrevi isso não por ser um especialista em contraterrorismo; pelo contrário, eu estava apenas reiterando as convicções de meus colegas da Casa Branca que haviam tentado desesperadamente mobilizar o governo contra essa ameaça. Como o principal líder daquele grupo testemunhou mais tarde, nós fracassamos.

Agora, os Estados Unidos enfrentam outra série de ataques previsíveis decorrentes de dois perigos iminentes. Ambos derivam do surgimento da inteligência artificial e de sua ampla disponibilidade para aqueles que desejam prejudicar o país. O primeiro é um ataque cibernético planejado por IA contra a infraestrutura crítica dos EUA, capaz de comprometer os sistemas financeiro e de saúde, ou qualquer outra rede conectada à internet da qual dependemos para o nosso bem-estar nacional. O segundo é um ataque biológico perpetrado por pequenos grupos ou até mesmo por indivíduos niilistas que utilizam a IA para projetar e disseminar um patógeno letal e altamente contagioso.

*Leia o artigo completo na edição do jornal New York Times, de 10/09/2026.

The Next Terrorist Attack Is Predictable

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** Estudioso do Direito e atuou como diretor sênior de planejamento estratégico no Conselho de Segurança Nacional durante o governo do presidente Bill Clinton. 

 

 

 

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