
Reflexões sobre a gestão da comunicação organizacional na sociedade de riscos
A “Organicom”, Revista Brasileira de Comunicação Organizacional e Relações Públicas, da Universidade de São Paulo (USP), publicou o dossiê “Risco e Crise: reflexões sobre a gestão da comunicação organizacional na sociedade de riscos”. São 13 capítulos com diferentes temas ligados à Gestão de Riscos, além de uma entrevista "Gestão da comunicação de crise na sociedade de riscos: desafios e perspectivas na visão de W. Timothy Coombs", um dos maiores especialistas em Gestão de crises, no mundo; professor e autor de livros clássicos sobre Crisis Management, com destaque para The Handbook of Crisis Communication, de 2010, com várias edições; e um dos pioneiros no estudo desse tema do ponto de vista teórico, principalmente da comunicação de crise. A entrevista foi feita pelo Professor doutor em Comunicação, da Universidade Federal de Santa Maria, Jones Machado.
Ainda não há candidatos oficiais à presidência da República. As eleições só ocorrerão daqui a seis meses. Mas o debate tanto de alto quanto de baixo nível já começou. A mídia mais uma vez será o vetor natural dessa polêmica. Ela substitui os comícios em praça pública, quando os candidatos preferiam o contato direto com os eleitores e se digladiavam em debates antológicos pelo rádio, que depois repercutiam pelos jornais.
Os especialistas em crises de imagem asseguram que nenhuma organização está imune à crise. A máxima serve como uma luva para uma das mais tradicionais instituições da história, a Igreja Católica. Em dois mil anos certamente enfrentou crises graves.
Seguindo uma tendência que parece cada vez mais se consolidar, o jornal The Times, de Londres, anunciou que passará a cobrar pelo acesso on line ao jornal – atualmente gratuito – o valor de 2 libras semanais. Na mesma linha, o jornal francês Le Monde informou também que cobrará pelo conteúdo na internet a partir de 29 de março.
A divulgação pelo programa Street View, do Google, de detalhes com imagens do acesso e dos arredores da base do serviço secreto inglês, em Herenfordshire, desencadeou uma crise entre as autoridades inglesas e a empresa americana. Os usuários da internet podem fazer um giro pelas entradas da base com detalhes nunca antes divulgados.
A crise da montadora Toyota tem levado especialistas em gestão de crises e relações públicas a discutir os erros da empresa japonesa. Aproveitam para repassar princípios básicos da administração que devem ter sido esquecidos pela Toyota.
A crise que assola o governo do Distrito Federal é apenas a face mais visível do que acontece de modo geral em todo o Brasil. Infelizmente, não é a exceção. O rol das denúncias de corrupção no país, envolvendo governantes e políticos, do Amazonas ao Rio G. do Sul, apenas confirma o patrimonialismo impregnado nas entranhas do poder, a ponto de criar o estereótipo de que política e corrupção são irmãs siamesas.









