
New York Times 175 anos: Como se tornar referência em jornalismo, passando por três séculos
Nesta sexta-feira, 18 de setembro, o *The New York Times*, o principal jornal dos Estados Unidos, considerado também como um das maiores e mais qualificadas publicações diárias do mundo, completou 175 anos. Parece fácil registrar o aniversário de uma publicação diária que consegue se fazer presente, ininterruptamente, em três séculos. E se olharmos para trás, para a história do mundo desde 1851, fica ainda mais difícil imaginar como foi possível manter uma marca, mas acima de tudo uma coerência editorial, passando por tantos períodos conturbados da história dos Estados Unidos e do mundo. Isso também tem muito a ver com a história americana, com um cenário político de democracia, apesar das várias crises internas. Um país que conseguiu sobreviver sem rupturas, a um terrível conflito, a Guerra de Secessão*, e sair ainda mais fortalecido, sem rupturas territoriais e políticas.
A Mineradora Samarco, controlada pela brasileira Vale e a australiana BHP, enfrenta uma crise grave, por dois componentes que por si só já são extremamente deletérios para qualquer empresa: acidente com vítimas fatais e risco de contaminação do meio ambiente. As primeiras ações foram lentas para uma empresa que lida com um negócio de alto risco. De positivo, o tempestivo pronunciamento do diretor-presidente, em vídeo, na tarde de ontem (5).
Por Francisco Viana*
A mídia, antes quase uma incógnita, agora é tema cotidiano do noticiário. Tornou-se lugar comum falar de uma crise sem precedentes que ceifa empregos, encolhe redações e não poupa grandes ícones da chamada grande imprensa. No Brasil, como em todo lugar, as raízes do problema, à primeira vista, parecem estar localizadas nos impactos das modernas tecnologias e, consequentemente, da rápida ascensão das mídias sociais.
Há uma semana, pelo menos 1,5 milhão de brasileiros estão enredados com a burocracia do governo para cumprir uma Lei que protege os empregados “domésticos”. Esses contribuintes querem cumprir a Lei e pagar corretamente os encargos, mas parece que a Receita Federal, apesar de apressadamente ter fixado a data de 6 de novembro como prazo fatal do pagamento, tropeçou em duas pragas que corroem o país: a burocracia e a falta de gestão.
Francisco Viana**Em alemão, essa palavra que se pronuncia "Zestmord", sem grandes dificuldades, significa "suicídio".
Ilustra a capa da edição de número 40, de 26/09/15, da tradicional revista alemã Der Spiegel, com as imagens de um enterro tradicional: homens vestidos a rigor, com chapéus negros e casacas bem talhadas, carregam o morto, um carro da Volkswagen, como que anunciando que a marca está sendo enterrada. Motivo: o escândalo de fraude em testes de emissão de poluentes, nos EUA.
Apesar de todos os alertas e de quanto esse tema evoluiu nos últimos anos, as empresas brasileiras não estão preparadas para enfrentar crises. Grande parte das organizações acredita que nunca vai ter uma crise grave, que ameace o negócio ou a reputação. Envolvidas pela rotina diária, esquecem que as crises, como a morte e os impostos, são inevitáveis. Ou pelo menos são ameaças constantes aos valores da organização.
O empregado pode utilizar rede social ou se pronunciar de alguma outra forma para defender a empresa em que trabalha, sem que a resposta tenha sido endossada pelo empregador? Essa é uma boa polêmica. Ela veio à tona, quando em agosto último, o New York Times publicou um artigo “Inside Amazon: Wrestling Big Ideas in a Bruising Workplace” (Por dentro da Amazon: Grandes ideias de luta em um conturbado ambiente de trabalho) bastante polêmico. Nele, o NYT revela práticas pouco ortodoxas da gigante do comércio eletrônico Amazon, no trato com empregados.









