
Por que a mídia e órgãos fiscalizadores falharam no escândalo do Master?
O Brasil, desde novembro, está assistindo o desenrolar de um dos maiores escândalos financeiros do país: o crescimento vertiginoso e a liquidação tardia e explosiva do Banco Master e seus penduricalhos. O banco de investimentos fundado pelo empresário Daniel Volcaro há pouco mais de 8 anos. Segundo a jornalista Consuelo Dieguez, em reportagem publicada este mês na revista Piauí (1), “ o banco Master nasceu, cresceu, pintou e bordou debaixo do nariz do economista Roberto Campos Neto, que presidiu o BC de fevereiro de 2019 a dezembro de 2024. O Master pedia autorização para atuar no mercado desde 2017, mas durante a presidência de Ilan Goldfajn, nunca conseguiu o sinal verde. Em 2019, sob a administração de Campos Neto, Vorcaro chegou lá. A licença causou alguma surpresa, já que, entre os critérios para autorizar um banqueiro no mercado, está a exigência de “reputação ilibada”.
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) condenou, na reunião semestral encerrada em 16 de março no Paraguai, os ataques contra a imprensa por parte de alguns governos latino-americanos, o uso da publicidade oficial como forma de pressão e os assassinatos ocorridos no último semestre no México, na Venezuela e no Paraguai.
Em tempos de crise, envolvidos pelos problemas econômicos mais prementes, os executivos esquecem de cuidar da própria reputação na internet. Hoje, o resultado da simples citação, links ou páginas no Google, com viés negativo, pode ser tão desastroso quanto o prejuízo financeiro. Por isso, os especialistas em gerenciamento de crise alertam os executivos para não se descuidar dos mecanismos de busca que envolvem a própria reputação.
Mais da metade da população do mundo possui uma linha de celular pago e quase um quarto utiliza a internet, principalmente no chamado mundo desenvolvido, segundo reportagem publicada no jornal britânico The Guardian . No fim de 2008, a estimativa era de 4,1 bilhão de assinaturas de aparelhos celulares, contra 1 bilhão em 2002. Os dados constam em relatório divulgado em 2 de março pela International Telecommunnications Union-ITU, uma agência da ONU. A expectativa é que somente em 2010 essa marca fosse atingida. O celular desponta também como uma das tecnologias surgidas nos últimos anos de mais rápida difusão.
O recente episódio da festa dos prefeitos que o Governo Federal patrocinou em Brasília, com mais de 15 mil pessoas, mostra como é difícil as autoridades públicas lidarem com a transparência. Quando a imprensa quis saber quanto o governo havia gasto no convescote, a primeira informação foi R$ 253 mil. Como ninguém acreditou, o governo achou que a crise faria a imprensa esquecer os gastos.
Grande número de jornalistas começou a trabalhar no governo Obama em janeiro. Seria uma quantidade incomum em mudanças de governo nos EUA. Numa capital onde fervilham boatos e troca-troca de cargos, instalou-se um debate sobre a possibilidade de Obama estar recebendo tratamento favorável da mídia pelas relações de trabalho que passou a ter com ex-jornalistas da grande imprensa.
A circulação média diária de jornais no Brasil no ano passado cresceu 5% na comparação com 2007. Passou de 4,14 milhões de exemplares para 4,35 milhões de exemplares, segundo o IVC (Instituto Verificador de Circulação).









