
Uma guerra por impulso, sem aposta para acabar
Parte do mundo acordou na manhã de sábado, 28 de fevereiro, com as manchetes internacionais anunciando que os Estados Unidos, junto com Israel, haviam iniciado bombardeios ao Irã. Várias incursões foram realizadas contra a capital Teerã e cidades do interior, nas primeiras horas. A primeira coisa que a maioria da população se perguntou é se o Irã havia atacado um desses países. Não. Na início da noite em Washington; 8 horas da manhã em Tel Aviv e 10 horas em Teerã, os EUA, junto com Israel, iniciaram o bombardeio sobre a capital e algumas cidades do interior do Irã.
Não está fácil para as multinacionais. A British Petroleum, que gastou US$ 600 milhões nos últimos quatro anos para melhorar a imagem, ao tentar associá-la ao comprometimento com a preservação do meio ambiente, em poucos dias viu esvair-se todo esse capital reputacional.
Crise para todos os gostos. Vários acontecimentos nos últimos dias mostram como as instituições falham em acontecimentos geradores de crises. São erros de gestão, desrespeito ao consumidor e até crimes contra inocentes. Em todos os casos, as organizações se descuidaram dos sinais ou riscos iminentes ou de ações preventivas, que poderiam ter evitado ou pelo menos amenizado as crises. Falhas de administração que geraram prejuízos financeiros e de imagem.
A recente polêmica envolvendo o Secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, suscita uma reflexão sobre a importância da reputação na trajetória de pessoas e de organizações. De autoridades públicas, o mínimo que se exige é ter a reputação ilibada. Principalmente aqueles que desempenham cargos de extrema confiança, porque lidam com áreas sensíveis, como, por exemplo, as de saúde, segurança, justiça, entre tantas outras.
A crise da Grécia que teve seu ápice nesta semana com protestos populares e a aprovação do pacote pela União Européia coloca o mundo econômico em alerta. Depois da quebra do Lehman Brothers, em 2008, nenhum acontecimento semeou tanta preocupação quanto a crise grega.
“Pode ser pior que o Valdez”. Essa é a expressão de ambientalistas que acompanham de perto o maior desastre ecológico do últimos tempos nos Estados Unidos. O acidente representa um baque não apenas financeiro para a British Petroleum, mas um estrago a longo prazo na sua reputação e, possivelmente, nas suas intenções de continuar com negócios no Golfo do México.
Esta semana, o bilionário Rupert Murdoch, o todo poderoso dono do conglomerado News Corporation, lançou um caderno no The Wall Street Journal totalmente voltado para Nova York. O objetivo é cutucar o seu principal rival, o New York Times, o mais prestigiado jornal dos Estados Unidos e do mundo.









