
New York Times 175 anos: Como se tornar referência em jornalismo, passando por três séculos
Nesta sexta-feira, 18 de setembro, o *The New York Times*, o principal jornal dos Estados Unidos, considerado também como um das maiores e mais qualificadas publicações diárias do mundo, completou 175 anos. Parece fácil registrar o aniversário de uma publicação diária que consegue se fazer presente, ininterruptamente, em três séculos. E se olharmos para trás, para a história do mundo desde 1851, fica ainda mais difícil imaginar como foi possível manter uma marca, mas acima de tudo uma coerência editorial, passando por tantos períodos conturbados da história dos Estados Unidos e do mundo. Isso também tem muito a ver com a história americana, com um cenário político de democracia, apesar das várias crises internas. Um país que conseguiu sobreviver sem rupturas, a um terrível conflito, a Guerra de Secessão*, e sair ainda mais fortalecido, sem rupturas territoriais e políticas.
"O verdadeiro tesouro do homem é o tesouro dos seus erros, empilhados pedra por pedra por milhares de anos", escreveu o grande filósofo espanhol José Ortega y Gasset em seu livro, "Para uma filosofia da História", no ano de 1941. Embora nos orgulhemos de sempre "querer começar de novo", a civilização exige que nós nunca quebremos a nossa continuidade com o passado. Afinal, a própria memória do que se passou gravemente errado se torna exigência clara para o progresso."
O grande número de crises surgidas todos os dias, cobertas ou não pela mídia, poderia sugerir que elas decorrem de um estado da natureza, como alguns autores defendem. Nesse caso, elas fariam parte da vida das organizações. Seriam eventos negativos, mas normais, contra os quais muito pouco poderia ser feito.
A indústria farmacêutica, que já não tem uma boa reputação, principalmente nos países desenvolvidos, sofreu novo arranhão, na semana passada, com a notícia de que o laboratório britânico GlaxoSmithKline foi multado em cerca de US$ 500 milhões na China, por corrupção. O tribunal chinês considerou o laboratório culpado de suborno.
Até que ponto realmente a imprensa está voltada para descobrir a verdade. Nesta semana, a presidente da República disse que não é função da imprensa fazer investigação, e sim divulgar. A crise da mídia propicia debates intensos nesse sentido, até porque ela estaria padecendo de uma “miopia institucional”, vivendo em torno de temas efêmeros e irrelevantes. Mas é inegável a contribuição para exercer o papel de incomodar os governos. Apurando fatos que eles não gostam.
Em 14 de setembro, o grupo que se autoproclama “Estado Islâmico” ou ISIS voltou a divulgar um macabro vídeo com a decapitação do britânico David Haines. Ao contrário das outras duas vítimas do grupo extremista, Haines não era jornalista.
Francisco Viana*
Quem vai vencer a corrida presidencial só se saberá quando as urnas se abrirem, mas o grande perdedor da eleição é conhecido: o marketing político. Não que vá desaparecer, pois é parte do jogo democrático, mas, como forma ilusória de persuasão, deixará de ser preponderante.









