
Reflexões sobre a gestão da comunicação organizacional na sociedade de riscos
A “Organicom”, Revista Brasileira de Comunicação Organizacional e Relações Públicas, da Universidade de São Paulo (USP), publicou o dossiê “Risco e Crise: reflexões sobre a gestão da comunicação organizacional na sociedade de riscos”. São 13 capítulos com diferentes temas ligados à Gestão de Riscos, além de uma entrevista "Gestão da comunicação de crise na sociedade de riscos: desafios e perspectivas na visão de W. Timothy Coombs", um dos maiores especialistas em Gestão de crises, no mundo; professor e autor de livros clássicos sobre Crisis Management, com destaque para The Handbook of Crisis Communication, de 2010, com várias edições; e um dos pioneiros no estudo desse tema do ponto de vista teórico, principalmente da comunicação de crise. A entrevista foi feita pelo Professor doutor em Comunicação, da Universidade Federal de Santa Maria, Jones Machado.
No último dia 31 de janeiro, aconteceu mais uma tentativa de ataque a estudantes em uma escola em Atlanta (EUA). Um estudante de 14 anos foi atingido de raspão por uma bala. Felizmente os ferimentos sofridos não foram fatais. Poucos minutos depois do disparo, o atirador foi desarmado e levado sob custódia.
Pesquisadores da Microsoft e do Instituto Technion-Israel de Tecnologia estão criando um software que analisa 22 anos de arquivos do New York Times, a Wikipedia e cerca de 90 outros recursos da web para prever surtos de doenças futuras, motins e mortes. Com isso, eles esperam ser possível prevenir esses eventos e gerenciar melhor as crises.
Ainda é cedo para uma análise mais cuidadosa. A morte de 235 pessoas, em boate em Santa Maria-RS, em incêndio na madrugada de domingo (27), mostra novamente uma combinação de erros, em que ninguém se salva: governos, empresários, autoridades policiais e fiscalização. Já é o segundo maior incêndio da história do país.
Quem fica algumas horas diante da televisão e vê, nos intervalos da programação, o desfile de anúncios publicitários, se impressiona com as declarações de amor das empresas. As mensagens falam da vida, do carinho, da alegria de ter clientes como você. Se entrar no site das empresas, ao lado da oferta de produtos, você encontrará outros apelos para conquistá-lo.
Crises graves implicam respostas rápidas. A maior rede de supermercado do Reino Unido, Tesco, está seguindo a cartilha de gerenciamento de crises, diz o The Guardian. Mas quando a integridade da cadeia de suprimentos está posta em dúvida, a reação do público é difícil de prever.
Executivos, CEOs, principalmente de grandes empresas, pensam que o tempo pode ser aliado, quando empurram o lixo para baixo do tapete. Mas os esqueletos, quando menos se espera, podem sair do armário, como se fossem fantasmas, prontos para assombrar a reputação deles e das corporações. Malfeitos, cedo ou tarde, vêm à tona.









