
Reflexões sobre a gestão da comunicação organizacional na sociedade de riscos
A “Organicom”, Revista Brasileira de Comunicação Organizacional e Relações Públicas, da Universidade de São Paulo (USP), publicou o dossiê “Risco e Crise: reflexões sobre a gestão da comunicação organizacional na sociedade de riscos”. São 13 capítulos com diferentes temas ligados à Gestão de Riscos, além de uma entrevista "Gestão da comunicação de crise na sociedade de riscos: desafios e perspectivas na visão de W. Timothy Coombs", um dos maiores especialistas em Gestão de crises, no mundo; professor e autor de livros clássicos sobre Crisis Management, com destaque para The Handbook of Crisis Communication, de 2010, com várias edições; e um dos pioneiros no estudo desse tema do ponto de vista teórico, principalmente da comunicação de crise. A entrevista foi feita pelo Professor doutor em Comunicação, da Universidade Federal de Santa Maria, Jones Machado.
Passada a semana do terror, em que a mídia internacional foi inundada de imagens chocantes, como se estivéssemos assistindo a uma guerra, começam a pipocar artigos, análises, reportagens sobre até onde a paranoia sectária vai nos levar.
*Editorial conjunto de cinco jornais europeus
"Os assassinos de Paris dispararam contra o coração de nossas liberdades individuais e coletivas. Este crime reforça a certeza de que é necessário lutar contra a ignorância, o obscurantismo e o fanatismo religioso, neste caso praticado pelo islamismo radical, provável responsável pelo último crime. Portanto, frente aos corpos mutilados do diretor do semanário Charlie Hebdo, de seus principais desenhistas e policiais assassinados friamente, devemos renovar com mais firmeza do que nunca a decisão de continuar trabalhando pela causa da democracia.
Francisco Viana *
Foi um crime bárbaro, chocante e cruel como todos os crimes. Mas esse atentado contra a redação do Charlie Hebdo precisa ser olhado de muito, muito, perto. Primeiro, porque fere a liberdade de todos de dar boas risadas, sobre qualquer tema. Não é por ser um líder político e religioso, por mais expressivo que seja, que não pode ser alvo de uma sátira ou uma ironia.
Um atentado como o acontecido ontem em Paris, com a morte de 12 pessoas numa redação, causa uma comoção, naturalmente. Mas o ataque à revista satírica Charlie Hebdo tem um componente especial. Os terroristas já haviam assassinado jornalistas, com fuzilamentos e até degolamentos gravados e divulgados pela Internet. Nunca, porém, tinham ousado tanto: invadir uma redação em pleno horário de funcionamento e fuzilar uma equipe inteira. Foram dois policiais e 10 profissionais ou convidados do jornal.
O atentado contra a redação da revista satírica francesa Charlie Hebdo, que matou 12 pessoas, entre elas dois policiais e quatro cartunistas da revista, é mais uma bárbara agressão à liberdade de expressão. Os atiradores, pelo menos dois, conforme testemunhas, fortemente armados e conhecedores da rotina da revista, chamaram os cartunistas pelo nome durante a reunião de pauta e atiraram. O diretor de redação da revista, Charlie Hebdo, está entre os mortos. Pelo menos 11 pessoas foram feridas.
O incêndio ocorrido no fim de semana no Ferry Boat Norman Atlantic, na trajeto da cidade grega de Patras para o porto de Ancona, na Itália, pelo Mar Adriático, transformou a viagem num verdadeiro inferno.









