
New York Times 175 anos: Como se tornar referência em jornalismo, passando por três séculos
Nesta sexta-feira, 18 de setembro, o *The New York Times*, o principal jornal dos Estados Unidos, considerado também como um das maiores e mais qualificadas publicações diárias do mundo, completou 175 anos. Parece fácil registrar o aniversário de uma publicação diária que consegue se fazer presente, ininterruptamente, em três séculos. E se olharmos para trás, para a história do mundo desde 1851, fica ainda mais difícil imaginar como foi possível manter uma marca, mas acima de tudo uma coerência editorial, passando por tantos períodos conturbados da história dos Estados Unidos e do mundo. Isso também tem muito a ver com a história americana, com um cenário político de democracia, apesar das várias crises internas. Um país que conseguiu sobreviver sem rupturas, a um terrível conflito, a Guerra de Secessão*, e sair ainda mais fortalecido, sem rupturas territoriais e políticas.
A verdade continua sendo a principal vítima do atual conflito na faixa de Gaza. Depois de ter assegurado, na semana passada, ao bombardear uma escola de refugiados da ONU, de que o ataque era represália por foguete lançado da Escola, Israel voltou atrás.
A confusão começou num voo da empresa americana AirTran Airways, de voos domésticos, após passageiros terem ouvido comentários de familiares sobre a posição das turbinas, quando procuravam os assentos. Os comissários acionaram o piloto, que chamou as autoridades de segurança aeroportuária.
Como em todas as guerras, na atual incursão bélica de Israel sobre Gaza, a primeira vítima sempre é a verdade. Israel bloqueou o acesso de jornalistas à faixa de Gaza, desde o início do conflito, alegando motivos de segurança. A região foi declarada “zona militar fechada” pelas autoridades locais. As notícias que o mundo recebe vêm de canais oficiais ou de jornalistas árabes que estão dentro da faixa de Gaza. A única TV presente no local é a Al Jazeera, que tem correspondente local.

O The New York Times – um dos jornais de maior prestígio no mundo - publicou em 5 de janeiro pela primeira vez em sua história anúncio na primeira página. Analistas atribuem a decisão aos efeitos da crise econômica na imprensa dos Estados Unidos. O anúncio da rede de televisão CBS ocupou uma barra no pé da primeira página. O valor negociado para a veiculação não foi revelado. Quem anuncia na primeira página deve pagar também por um pacote nas páginas internas.
Algumas modificações nesta página, a partir deste início de ano. O Blog terá uma nova configuração, mais adequada ao perfil dos Blogs que circulam na internet. Sempre que possível, terá notas mais curtas sobre comunicação e crises, no Brasil e no mundo, comentários e críticas à atuação da mídia ou das empresas, além de informações sobre novas tecnologias associadas ao futuro da imprensa.
O ano de 2008 termina deixando um rastro de crise no mundo. Será lembrado no futuro como o período da mais grave crise econômica da história, desde o crash das bolsas de 1929. Não bastasse a quebra de bancos, seguradoras e financeiras, a crise feriu o mais forte ícone da economia americana desde o início do século XX, a indústria automobilística.









