
Por que a mídia e órgãos fiscalizadores falharam no escândalo do Master?
O Brasil, desde novembro, está assistindo o desenrolar de um dos maiores escândalos financeiros do país: o crescimento vertiginoso e a liquidação tardia e explosiva do Banco Master e seus penduricalhos. O banco de investimentos fundado pelo empresário Daniel Volcaro há pouco mais de 8 anos. Segundo a jornalista Consuelo Dieguez, em reportagem publicada este mês na revista Piauí (1), “ o banco Master nasceu, cresceu, pintou e bordou debaixo do nariz do economista Roberto Campos Neto, que presidiu o BC de fevereiro de 2019 a dezembro de 2024. O Master pedia autorização para atuar no mercado desde 2017, mas durante a presidência de Ilan Goldfajn, nunca conseguiu o sinal verde. Em 2019, sob a administração de Campos Neto, Vorcaro chegou lá. A licença causou alguma surpresa, já que, entre os critérios para autorizar um banqueiro no mercado, está a exigência de “reputação ilibada”.
Falhas na preparação para a crise e confiança de que a experiência e a força da organização poderão superar a crise são apontadas como os principais erros das empresas pelo especialista americano em crises Jonathan Bernstein*, em entrevista exclusiva ao site Comunicação & Crise. Ele fala também da perda de influência da mídia tradicional, do papel do CEO, além de indicar os dez passos para uma correta administração de crise.
Enquanto dribla a crise do dossiê, o governo tenta conter outra. A saída da ministra Marina Silva é o desenlace de uma crônica anunciada há bastante tempo. Em fevereiro deste ano, comentário deste Blog dizia que a devastação na Amazônia mostrava o despreparo da área pública para enfrentar crises. Ministros batiam boca pela imprensa. Os dados eram conflitantes.
Não foi uma decisão fácil. Em Madison, pequena cidade do interior de Wisconsin (EUA), o jornal The Capital Times, fundado há 90 anos, no fervor da I Guerra Mundial, deixou de ser impresso e agora só terá uma edição diária na internet. Manterá apenas uma revista semanal impressa e um guia de Madison.
Escândalos recentes envolvendo famosos e políticos mostram a tênue linha que separa a vida pública e privada dessas personalidades. Ou o que eles gostariam de esconder, mas a mídia não deixa.
As modernas teorias sobre o trabalho sempre apregoaram que chegaria o dia em que você não precisaria se deslocar para trabalhar. O trabalho se transformaria numa tarefa prazerosa, contrariando a concepção histórica da própria palavra que significa sofrimento, castigo.
Três fatos nesta semana, embora não tenham relação direta, mostram como as empresas de comunicação têm dificuldade de administrar aquilo que elas cobram tanto de empresários e autoridades do governo: transparência, liberdade de expressão, isenção política.









