
Maior crise corporativa do país completa sete anos
O rompimento da barragem da mineradora Vale, em Brumadinho, completou sete anos no último dia 25 de janeiro. É considerada a maior crise corporativa da história do país, não apenas pelo número de vítimas, 272 pessoas, como pelo impacto dos rejeitos despejados no meio ambiente da região. Dano esse irreparável e que irá perdurar por muitos anos. Aproveitando essa data, que deverá ser lembrada todos os anos, principalmente pelos parentes das vítimas, publicamos artigo do saudoso jornalista Francisco Viana, que em março de 2019, poucos dias após o rompimento, fez uma excelente reflexão sobre essa tragédia. Chico Viana faleceu sete meses após esse acidente, em 25 de agosto de 2019.
A crise global, ao mesmo tempo em que representa séria ameaça às empresas e organizações de governo, é uma oportunidade de destacar os melhores estilos de liderança capazes de conduzir a organização durante a crise. Os estilos dos empresários que conduzem a crise são diferentes. E isso pode ser a grande diferença para empresas se saírem melhor ou pior durante a atual crise.
A crise que atinge as economias globais entrou com força nas redações. Jornais, canais de TV, conglomerados de mídia, todos estão sentindo os efeitos da queda na atividade produtiva e, por conseqüência, no faturamento publicitário. A indústria de jornais do Reino Unido espera um ano austero em 2009. A receita de publicidade deve cair 21% no próximo ano, segundo relatórios do setor.
Nos últimos dias, vários episódios acontecidos no Brasil mostram a facilidade com que as crises envolvem as empresas. São episódios insólitos, mas violentos, que acontecem de maneira gratuita e descuidada. Se não forem contidos e administrados de forma correta, têm grande potencial para se transformar em crise.
As crises não poupam nem as empresas de mídia. A famosa BBC de Londres, talvez a mais popular cadeia de radiodifusão do mundo, viveu nas últimas semanas um verdadeiro tsunami, provocado pelas estripulias de dois apresentadores.
Os Correios voltam às manchetes. Infelizmente, com escândalo. A instituição, uma das mais tradicionais do país, tem uma história que se confunde com a própria consolidação do Brasil como nação. Apesar de todas as denúncias surgidas durante a CPI dos Correios, em 2005, a empresa tem uma marca com grande credibilidade.
O FMI está investigando o diretor-gerente da instituição, Dominique Strauss-Kahn, por suposto favorecimento a uma funcionária, que teria se beneficiado de um plano de demissão incentivada, logo após envolvimento amoroso com o executivo. Ele foi ministro de finanças da França e é líder do partido socialista francês.









