
Uma guerra por impulso, sem aposta para acabar
Parte do mundo acordou na manhã de sábado, 28 de fevereiro, com as manchetes internacionais anunciando que os Estados Unidos, junto com Israel, haviam iniciado bombardeios ao Irã. Várias incursões foram realizadas contra a capital Teerã e cidades do interior, nas primeiras horas. A primeira coisa que a maioria da população se perguntou é se o Irã havia atacado um desses países. Não. Na início da noite em Washington; 8 horas da manhã em Tel Aviv e 10 horas em Teerã, os EUA, junto com Israel, iniciaram o bombardeio sobre a capital e algumas cidades do interior do Irã.
A crise envolvendo o banco britânico HSBC, que estourou na semana passada, agora também arranha a mídia. Um jornalista do Daily Telegraph pediu demissão e acusou o jornal britânico conservador de ter censurado informações sobre o banco HSBC, com o objetivo de manter o importante anunciante. Em um artigo publicado nessa terça-feira (17) no site Opendemocracy.net, Peter Oborne explica seu gesto relatando vários episódios de censura de informações sobre o gigante bancário.
A filha do presidente da Korean Airlines foi condenada nesta semana a um ano de prisão, quando um Tribunal a considerou culpada por um incidente a bordo de um avião da empresa comandada pelo pai, em Nova York. Ela se irritou com o modo como lhe serviram nozes na primeira classe da companhia.
Que as crises são ameaças às empresas, aos governos, à reputação pessoal, todos sabemos. Mas as crises não necessariamente precisam destruir uma organização ou corroer o que resta de credibilidade numa marca. Quando ocorrem, até mesmo aquelas que poderiam surgir por acontecimentos inesperados, se bem administradas, podem acabar fortalecendo a organização.
A Grécia acaba de dar uma guinada à esquerda, cansada dos últimos anos de arrocho, desemprego, restrições de crédito e até fome. Sim. Reportagem do The Times, de Londres, publicada na semana passada, mostra como a crise econômica castigou um dos países mais charmosos do mundo, berço de uma cultura clássica milenar. Como cultura, história e paisagens paradisíacas não resolvem crise econômica e financeira, o povo grego, como sempre, se tornou vítima de governantes incompetentes, modelo econômico falido e gastos públicos exorbitantes.
Há dois anos ocorria a segunda maior tragédia nacional numa casa de espetáculos. A morte de 242 jovens, a maioria estudantes universitários, chocou o país e revelou como a vida humana é pouco valorizada quando se junta ganância empresarial, irresponsabilidade, omissão e incompetência do poder público para fazer cumprir a lei.
Quando uma organização enfrenta uma crise grave, como ocorre agora com a Petrobras, todos os holofotes parecem estar permanentemente voltados para ela. Mídia, concorrentes, fornecedores, delatores, empregados, inimigos, quem quer que seja, não lhe dão sossego. A empresa não sai das manchetes e todas as atividades passam pelo escrutínio público. Parece ser uma crise sem fim.









