
Maior crise corporativa do país completa sete anos
O rompimento da barragem da mineradora Vale, em Brumadinho, completou sete anos no último dia 25 de janeiro. É considerada a maior crise corporativa da história do país, não apenas pelo número de vítimas, 272 pessoas, como pelo impacto dos rejeitos despejados no meio ambiente da região. Dano esse irreparável e que irá perdurar por muitos anos. Aproveitando essa data, que deverá ser lembrada todos os anos, principalmente pelos parentes das vítimas, publicamos artigo do saudoso jornalista Francisco Viana, que em março de 2019, poucos dias após o rompimento, fez uma excelente reflexão sobre essa tragédia. Chico Viana faleceu sete meses após esse acidente, em 25 de agosto de 2019.
A turbulência que atingiu a empresa americana United Airlines, esta semana, quando retirou um passageiro à força de dentro de um avião, em Chicago, atingiu não apenas a reputação da companhia, mas colocou em xeque a forma como as empresas aéreas de modo geral, e principalmente nos Estados Unidos, tratam os clientes. O mal causado à imagem do setor ainda está para ser avaliado. Mas não há dúvida de que a credibilidade das empresas aéreas, que já era frágil, foi severamente abalada.
Francisco Viana*
O vídeo chocou o mundo. As imagens mostram um passageiro da United Airlines, por força de um overbooking, sendo arrastado, para fora de um voo, nos Estados Unidos. Horrível! Pior ainda: o passageiro era idoso. Mas o que ocorreu poderia ter acontecido com qualquer um, em qualquer situação, em qualquer lugar. A cultura da violência não ganha nos dias atuais caráter universal?
Falhas de gestão, discriminação e crimes de colarinho branco concentraram a maioria das crises corporativas de 2016, segundo o relatório anual do Institute for Crisis Mangement (ICM), dos Estados Unidos, que escrutinou cerca de 600 mil crises ocorridas no mundo ano passado. Também teve destaque a categoria “workplace violence”, crise que aumentou em relação a 2015, principalmente devido aos vários atentados de grupos terroristas ou fanáticos, que deixaram centenas de mortos em 2016.
Francisco Viana*
"... para mim felicidade é a morte" (Shakespeare, Otelo o mouro de Veneza)
A morte, por covarde agressão, de um turista argentino no Rio de Janeiro, em Ipanema, mostra, de maneira trágica, o quanto a violência entrou no nosso cotidiano e como pode ainda se tornar mais presente. Banalizou-se.
As cenas chocantes mostradas pela TV do assassinato de dois traficantes, por policiais, logo após a morte de uma menina de 13 anos*, por bala perdida, e o ataque ao jovem argentino** por quatro marginais escancaram uma realidade que a cada dia se aprofunda. Estamos perdendo os valores mais caros do ser humano: o respeito e o direito à vida, o autocontrole, a honestidade e até a ética.
Passada mais de semana do estouro da Operação “Carne Fraca”, da Polícia Federal, foi preciso decantar tudo que rolou nesse controvertido processo para tentar analisar o que isso tem a ver com comunicação, com gestão de crises, reputação e imagem.









