
Bar onde incêndio matou 40 jovens na Suíça não era inspecionado há cinco anos
Em 27 de janeiro de 2013, o Brasil foi acordado por uma das maiores tragédias do país, com o incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria (RS), que matou 242 jovens. Ali se consumou, certamente, um dos maiores crimes cometidos no país pela irresponsabilidade e erros primários dos donos da boate e do conjunto musical Gurizada Fandangueira, que provocou o incêndio. Mas também pela omissão das autoridades e de vários órgãos públicos, incluindo prefeitura e bombeiros, que deviam ter fiscalizado, autuado e fechado aquela boate por funcionar sem as mínimas condições de segurança.
Em artigo no site Observatório da Imprensa, o jornalista Luciano Martins Costa aborda as manchetes dos últimos dias no país, fartas em temas que, invariavelmente, caem na palavra que parece ter entrado para o vocabulário não só da mídia, como também dos gestores atuais: crise. Ou pelo menos ameaça de crise.
Francisco Viana*
A verdade não pertence a um desejo. (Tzvetan Todorov)**
O que é o mídia training? Um treinamento para reduzir as possibilidades de surpresas em movimento de crises. Essa é uma ideia, das mais evidente, contida na realidade prática.
Um único tornado violento pode causar um prejuízo de até US$ 20 bilhões em danos à propriedade (além de inúmeros feridos e mortos) se atingir uma grande cidade, como o centro de Chicago. É uma especulação que pode soar como apocalíptica, mas que as seguradoras e órgãos de defesa dos Estados Unidos não descartam e analisam.
Francisco Viana*
A necessidade de ter razão marca uma inteligência grosseira. (Albert Camus)
A polêmica que hoje envolve a CPI da Petrobras, a própria Petrobras e a revista Veja, traz à luz uma velha questão: o que é o mídia training? Uma imagem, uma história milenar e um princípio essencial facilitam a resposta. A imagem é aquela de uma loja de ferramentas. Existem as ferramentas simples, do dia a dia, e existem as ferramentas complexas destinadas aos reparos de máquinas de fazer máquinas.
O Papa Francisco concedeu entrevista à revista semanal “Viva”, do jornal argentino El Clarín, ao completar 500 dias do pontificado. Na entrevista ao enviado especial ao Vaticano, Pablo Calvo, o Papa se mostra comovido com o recrudescimento da violência, preocupado com o desemprego juvenil e com as guerras. Segundo a reportagem, o Papa revela uma história mínima e emotiva e dá várias dicas para encontrar aquilo que, de certo modo, todos nós perseguimos durante a vida: a felicidade. O modo de se viver contribui para isso?
Francisco Viana*
Crises parecem assuntos banais hoje em dia. E ninguém parece preocupado em evitá-las. Basta ler os jornais, mesmo sem qualquer atenção, para verificar que elas se multiplicam em proporções geométricas. É um porta-voz de uma prestigiosa chancelaria que define o Brasil como “anão diplomático”, um banco internacional de grande relevância que informa aos clientes que a economia vai piorar se a presidente Dilma Rousseff for reeleita, queixas que se avolumam, contra empresas e agências nacionais de serviços públicos, que não são julgadas e, assim, sucessivamente.









