
Uma guerra por impulso, sem aposta para acabar
Parte do mundo acordou na manhã de sábado, 28 de fevereiro, com as manchetes internacionais anunciando que os Estados Unidos, junto com Israel, haviam iniciado bombardeios ao Irã. Várias incursões foram realizadas contra a capital Teerã e cidades do interior, nas primeiras horas. A primeira coisa que a maioria da população se perguntou é se o Irã havia atacado um desses países. Não. Na início da noite em Washington; 8 horas da manhã em Tel Aviv e 10 horas em Teerã, os EUA, junto com Israel, iniciaram o bombardeio sobre a capital e algumas cidades do interior do Irã.
Crises são contingências de todas as organizações. Entrar numa crise não é difícil. A forma como as organizações a conduzem, essa sim, pode determinar o impacto do acontecimento sobre a reputação de quem foi atingido pelo evento negativo. Administrar a crise pode ser mais importante, em alguns casos, do que a gestão do processo operacional.
Inferno astral é pouco. Este ano começou muito mal para a empresa italiana de cruzeiros marítimos Costa Cruzeiros. Após as trapalhadas e gracinhas do capitão fujão do navio Costa Concordia, que saiu da rota e naufragou no litoral da ilha italiana de Giglio, no Mar Mediterrâneo, agora o problema é com o navio Costa Allegra.
Murdoch com a edição do The Sun on Sunday
Rupert Murdoch surpreende de novo. Lançou neste domingo a edição dominical do The Sun, sem dar importância aos críticos e desdenhando os processos movidos contra seus jornalistas.
O país assistiu semana passada à ampla cobertura pela imprensa do julgamento de Lindemberg Alves Fernandes, acusado e condenado pelo sequestro e assassinato da namorada Eloá Pimentel, em 2008.
Em todos os encontros de gestão de crises e entrevistas, os interlocutores sempre perguntam quais as ações preferenciais a serem tomadas numa situação difícil, que pode ou não redundar em crise.
A greve dos policiais da Bahia, que emparedou o governo estadual nos últimos dez dias, traz várias lições para quem lida com gestão de crises. O episódio mostrou erros de todos os lados e expõe a fragilidade e o despreparo dos governos para administrar situações de risco.









