
Bar onde incêndio matou 40 jovens na Suíça não era inspecionado há cinco anos
Em 27 de janeiro de 2013, o Brasil foi acordado por uma das maiores tragédias do país, com o incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria (RS), que matou 242 jovens. Ali se consumou, certamente, um dos maiores crimes cometidos no país pela irresponsabilidade e erros primários dos donos da boate e do conjunto musical Gurizada Fandangueira, que provocou o incêndio. Mas também pela omissão das autoridades e de vários órgãos públicos, incluindo prefeitura e bombeiros, que deviam ter fiscalizado, autuado e fechado aquela boate por funcionar sem as mínimas condições de segurança.
Passado o torpor do ataque do grupo terrorista AL-Shabaab, metralhando inocentes no shopping Westgate em Nairóbi, o mundo todo se pergunta como tudo aconteceu. Dez dias depois, não havia muitas respostas. Existe sim uma série de perguntas que nem a população, nem as autoridades conseguem responder.
A revista britânica The Economist novamente escolheu o Brasil como tema de capa desta semana. Mas, ao contrário de 2009, quando a capa anunciava “Brazil takes off” (O Brasil decolou), com a imagem do Cristo Redentor em forma de foguete, prestes a decolar, agora a revista foi implacável. “Has Brazil blown it” (O Brasil estragou tudo?). A resposta vem numa reportagem de 14 páginas, da jornalista Helen Joyce, bastante crítica à política econômica atual.
No ano passado, cerca de 33 milhões de pessoas em todo o mundo foram forçadas a deixar suas casas devido a desastres naturais. De acordo com dados divulgados pelo Conselho Norueguês para os Refugiados, estima-se que 98% deles foram atingidos por fenômenos relacionados ao clima.
15 de setembro de 2008. Ninguém, pelo menos do mundo financeiro, esquece essa data. No calendário gregoriano sinaliza a quebra do banco americano Lehman Brothers. Mas tem outros significados. Simboliza o sinal para o mundo de uma crise grave que vinha amadurecendo e se agravou a partir daquele mês. Essa concordata acabou disparando a sirene que anunciava uma crise de uma dimensão verdadeiramente global.
Francisco Viana
Por muito que se deseje imaginar o contrário, os tempos de crise vieram para ficar. E, por mais que se tente prevenir, todas as empresas, cedo ou tarde, vivenciarão uma crise. A questão não é, portanto, se manter a margem das crises, mas como se poderá geri-las e superar seus muitos impactos negativos. Ou, na pior das hipóteses, estar preparado. Se as crises não ocorrem, ótimo.
Em quanto tempo deve-se dar resposta a uma situação de crise? Duas horas? Uma hora? Quinze minutos? Há alguns anos, quando só a mídia tradicional tinha importância e monopolizava opinião, a resposta às crises podia esperar horas. Nas revistas semanais e em alguns jornais, até dias. Não havia Internet, a repercussão era lenta e o público demorava a formar opinião sobre uma crise.









