
Bar onde incêndio matou 40 jovens na Suíça não era inspecionado há cinco anos
Em 27 de janeiro de 2013, o Brasil foi acordado por uma das maiores tragédias do país, com o incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria (RS), que matou 242 jovens. Ali se consumou, em toda sua dimensão, um dos maiores crimes cometidos no país pela irresponsabilidade e erros primários dos donos da boate e do conjunto musical Gurizada Fandangueira, que provocou o incêndio. Mas também pela omissão das autoridades e de vários órgãos públicos, incluindo prefeitura e bombeiros, que deviam ter fiscalizado, autuado e fechado aquela verdadeira arapuca que resultou na morte de tantas pessoas.
A história foi publicada na mídia britânica. Quando Simon Pearson entrou no mar com a filha, na Itália, na semana passada, ninguém poderia ter previsto a tragédia que ocorreria. O pai de 47 anos e sua filha de dez queriam apenas remar nas águas rasas da praia, em local que parecia seguro. O que eles não conseguiram ver foi a forte corrente do mar Adriático, que rapidamente os arrastou para longe da costa.
No fim de 2013, o varejista americano Target sofreu uma violação de dados dos clientes, por hackers, que, em última análise, custou à empresa quase US$ 300 milhões. No ano seguinte, outra empresa americana, a Home Depot, teve um prejuízo de mais de US$ 260 milhões com outra violação do sistema de informações dos clientes. Esses números servem para mostrar o custo excepcionalmente elevado que muitas vezes vem com violações na segurança de dados.
O grande volume de informações que circula nas redes sociais aliado à nossa limitada capacidade de absorvê-las pode explicar o motivo para a proliferação de boatos e notícias falsas nas plataformas virtuais. Essa é uma das conclusões de estudo publicado na revista online Nature Human Behavior nesta semana.
A empresa de autopeças japonesa Takata, acusada de vender durante anos airbags defeituosos em todo o mundo, que teriam matado pelo menos 16 pessoas e ferido centenas, declarou falência nesta segunda-feira (26). É o epílogo de um dos maiores escândalos da história do setor de automóveis, atingindo uma multinacional de renome, fundada em 1933, e que fornecia airbags para milhões de veículos de diversas montadoras.
O incêndio num prédio de apartamentos em Londres, na semana passada, mostrou que nem os países desenvolvidos se livram do estigma de administrar mal as crises, até mesmo aquelas previsíveis e para as quais já existem exercícios de simulação consagrados.
*Aylê-Salassié F. Quintão
A luta nas ruas transformou-se numa guerra nas estrelas ou das estrelas. A mídia faz a festa. Ao povo resta o prazer catártico dos “ showmícios”, com direito a cachorro quente e refrigerante de graça. Há quem defenda uma “repactuação”. Mas, é difícil dialogar com a cleptocracia, essas pessoas vocacionadas para a transgressão ou empoderadas pelo ego, que circulam em torno do Poder, localizando-se ora na situação, ora na oposição. É uma profissão. Portanto, encontrar uma saída para o que aí está exigirá expurgos no cenário estelar e o confinamento mais rigoroso de personagens responsáveis pelo desequilíbrio emocional coletivo.









