
Uma guerra por impulso, sem aposta para acabar
Parte do mundo acordou na manhã de sábado, 28 de fevereiro, com as manchetes internacionais anunciando que os Estados Unidos, junto com Israel, haviam iniciado bombardeios ao Irã. Várias incursões foram realizadas contra a capital Teerã e cidades do interior, nas primeiras horas. A primeira coisa que a maioria da população se perguntou é se o Irã havia atacado um desses países. Não. Na início da noite em Washington; 8 horas da manhã em Tel Aviv e 10 horas em Teerã, os EUA, junto com Israel, iniciaram o bombardeio sobre a capital e algumas cidades do interior do Irã.
Quem assistiu a duas entrevistas do ministro da Justiça, na terça-feira, 9, logo após o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, ter pedido “a eventual substituição” da diretoria da Petrobras, não deve ter entendido muito bem onde o governo quer chegar. O ministro – como de resto muita gente no governo – tem jogado os brasileiros num estado psicológico que beira a “dissonância cognitiva”.
“A Europa perdeu o seu caminho, suas energias foram solapadas pela crise econômica e por uma remota burocracia tecnocrática. É cada vez mais uma espectadora em um mundo que se tornou "cada vez menos eurocêntrico", e que, frequentemente, olha para o Continente "com indiferença, desconfiança e às vezes, suspeita."
Neste 3 de dezembro completam-se 30 anos de uma das maiores tragédias da indústria mundial, quando um vazamento da indústria química Union Carbide, na pequena cidade de Bhopal, na Índia, causou a morte, nas primeiras horas do acidente, de três mil pessoas. Os efeitos tóxicos deste vazamento nunca desapareceram da cidade. Matou e contaminou, ao longo destes anos, milhares de pessoas.
Analisar a crise da Petrobras sob a ótica da gestão de crises, neste momento, torna-se tarefa difícil. Primeiro, porque não se conhece ainda toda a extensão do que já está sendo chamado “o maior caso de corrupção da história do país”. Muito menos todos os efeitos dessa crise nos resultados e na reputação da empresa. Segundo, porque não está bem claro, até por falta de esclarecimentos da empresa, qual a defesa da diretoria para as denúncias feitas pelos acusados, que se beneficiavam dos grandes contratos da companhia.
Por que as organizações que entendem como uma crise pode causar danos intensos à reputação e ao seu valor, não tomam medidas adequadas para prevenir crises antes de elas acontecerem? Esta é uma das perguntas mais intrigantes em relação à gestão de crises.
A forma de reconhecer erros ou culpa, após um problema ou crise grave, com um "não-pedido de desculpas" pode ser ainda mais prejudicial à reputação e à recuperação da imagem do que nenhum pedido de desculpas. Todo mundo tem seu próprio linguajar para evitar um verdadeiro pedido de desculpas, e um favorito atual parece ser "erros foram cometidos".









