
A Copa do Mundo não é nossa: discriminação, racismo e mercantilismo
Quatro anos passam rápido. O Brasil se preparou para aquele tradicional período em que, de norte a sul, muita gente começa a curtir o clima de Copa do Mundo e, naturalmente, da seleção brasileira de futebol, como favorita para ganhar mais um título. Aquele clima de “Pra frente Brasil”... Não é o caso agora. O grupo de jogadores convocados pelo técnico Carlos Ancelotti em sua maioria não joga no Brasil e alguns nunca jogaram. Foram direto para usufruir dos cofres cheios das equipes da Liga dos Campeões da Europa ou para outros países, com salários bem superiores ao que no Brasil eles teriam. “Como a grande maioria deixa o país muito cedo para se formar sob a lógica europeia, o torcedor perdeu a convivência e a criação de memórias afetivas com seus craques.” Quem diz é a psicóloga e escritora Ana Paula Hornos, em artigo publicado no jornal “O Estado de São Paulo” de 13 de junho de 2026.
O que importa nas escolas são os professores. Felizmente, didática pode ser ensinada.
"Esqueça uniformes elegantes e turmas pequenas. O segredo para notas excepcionais e alunos promissores são os professores. Um estudo norte-americano descobriu que, em um único ano treinando os melhores 10% dos professores, é transmitido aos alunos três vezes mais aprendizado que os piores 10% dos professores conseguem. Outro estudo sugere que se os alunos negros fossem ensinados por 25% dos melhores professores, a defasagem entre o aproveitamento deles e o dos alunos brancos iria desaparecer.”
O triste episódio de um aluno que atirou com uma pistola em seis colegas no Colégio Goyases, em Goiânia, infelizmente, não é um ato isolado no contexto da educação brasileira. Um dia antes, em Brasília, um aluno de 18 anos, adulto portanto, jogou uma cadeira numa professora, porque esta o advertiu para tirar o boné na sala de aula. Agressões a professores tornaram-se comuns, o que acontece principalmente com alunos mais vulneráveis, geralmente com problemas de relacionamento em casa ou que vivem num ambiente de violência.
O incêndio provocado na creche Gente Inocente em Janaúba-MG, junto com um dos maiores atentados com vítimas fatais da história dos Estados Unidos, marcaram uma semana para apagar, mas não para ser esquecida.
Por que a ética do CEO é mais importante do que nunca? Violações éticas estão fazendo com que mais CEOs percam os empregos. O que estaria acontecendo? As empresas não estão fazendo uma boa seleção dos principais dirigentes? Os pesquisadores dizem que os números crescentes não apontam para mais comportamentos desonestos: é que os CEOs estão sendo responsabilizados por uma quantidade maior de falhas em decisões, que acabam comprometendo a gestão. O que enfatiza cada vez mais a importância do compliance. Em função também de uma cobrança da sociedade, dos acionistas e da mídia por mais transparência e disclosure.
A empresa aérea irlandesa Ryanair, conhecida pela agressividade nos preços baixos e também por ações de marketing bastante polêmicas, irritou boa parte dos clientes ao anunciar ontem o cancelamento de 50 voos diários, em média, por seis semanas, avisando com 24 horas de antecedência.
Onde devemos olhar? Elas podem vir de qualquer lugar do mundo. Ao longo dos últimos 200 anos, elas começaram com frequência nos EUA, mas também poderiam começar na China. Essa é a especulação de Hamish McRae*, em artigo publicado no jornal britânico online Independent, neste sábado, ao comentar os 10 anos da maior crise financeira dos últimos anos no mundo.









