
New York Times 175 anos: Como se tornar referência em jornalismo, passando por três séculos
Nesta sexta-feira, 18 de setembro, o *The New York Times*, o principal jornal dos Estados Unidos, considerado também como um das maiores e mais qualificadas publicações diárias do mundo, completou 175 anos. Parece fácil registrar o aniversário de uma publicação diária que consegue se fazer presente, ininterruptamente, em três séculos. E se olharmos para trás, para a história do mundo desde 1851, fica ainda mais difícil imaginar como foi possível manter uma marca, mas acima de tudo uma coerência editorial, passando por tantos períodos conturbados da história dos Estados Unidos e do mundo. Isso também tem muito a ver com a história americana, com um cenário político de democracia, apesar das várias crises internas. Um país que conseguiu sobreviver sem rupturas, a um terrível conflito, a Guerra de Secessão*, e sair ainda mais fortalecido, sem rupturas territoriais e políticas.
No momento em que o país se defronta com grave retração na economia, déficit fiscal, desemprego aumentando, sem falar na crise política e institucional, auditores da Receita Federal alimentam uma “operação padrão”. Fazem corpo mole na obrigação de apertar empresas e cobrar multas de sonegadores. Segundo reportagem do jornal “O Globo”, os fiscais reduziram em agosto em 38% o número de procedimentos de fiscalização, comparado a julho. Em relação a junho, a queda foi de 50%.
Juan Cruz*
A morte de uma criança é uma afronta, um grito da vida contra a morte. Uma criança morta na praia, no lugar em que acontece esse idílio do mar com a terra e que aí não espalha felicidade, mas o terrível som de uma notícia de que chove como o pranto no coração. Uma criança morta na praia, em busca de refúgio no mundo, fugindo da guerra, fugindo do som cruel das armas e também da fome.
Há mais de um ano, o País assiste com misto de espanto e repúdio a narrativa quase diária dos descalabros ocorridos na Petrobras. Para alguém menos informado, pode parecer que os desvios na Petrobras e todas as ramificações da fraude representariam a crise mais grave do país, atualmente, tamanha a facilidade com que dirigentes da empresa, empresários e operadores se apossaram de bilhões de reais de recursos públicos. Tudo isso, amplificado por ampla cobertura da mídia nacional e internacional ao escândalo.
Não é bem assim. O que ocorreu na Petrobras representa apenas a ponta do iceberg das crises que permeiam a gestão atual do Brasil. Estamos há meses enfrentando três crises graves: econômica, política e institucional, para ficar apenas nessas três dimensões que afetam a gestão pública. Sem falar nas crises de ética, de confiança, de credibilidade.
A morte da apresentadora de TV, Alison Parker, de 24 anos, e do repórter fotográfico Adam Ward, de 27, durante uma transmissão de TV, ao vivo, na Virginia (EUA), nesta 4a. Feira (26), chocou o mundo da mídia e quantos abominam a violência como forma de resolver querelas pessoais ou profissionais.
A surpresa, com misto de horror, foi ainda maior quando se descobriu que o criminoso não foi nenhum fanático ou terrorista, como é comum nos EUA. Estes geralmente têm um passado psicótico, vivem obcecados pela violência e o uso de armas; ou sentem-se rejeitados. O que explica a maioria deles terem sofrido algum tipo de bullying na infância ou nas escolas; ou por se sentirem discriminados pela sociedade por razões étnicas, religiosas ou de gênero. Sem falar nos fanáticos ativistas que atacam por razões políticas ou religiosas.
O que levaria a maioria dos adolescentes que vive num país adiantado, das economias mais fortes do mundo, tecnologicamente avançado e com uma educação modelo a se considerarem infelizes? Deveria a felicidade de um adolescente ser medida por outros parâmetros? Ou felicidade, um estado que podemos sentir, mas não medir, dependeria de fatores que ainda desconhecemos?
O agravamento da crise de milhares de imigrantes em direção à Europa já é considerado o maior movimento migratório e a pior crise enfrentada pelos países europeus desde a II Guerra Mundial, há 70 anos. Grécia, Itália, Inglaterra, Alemanha e França são os países mais pressionados por levas de imigrantes, principalmente da África e Oriente Médio. Somente na Alemanha existem 450 mil pedidos de asilo, um recorde. E 50 mil imigrantes chegaram às ilhas da Grécia somente em julho, 124 mil em sete meses. O país diz não ter recursos financeiros nem humanos para mantê-los.









