
Por que a mídia e órgãos fiscalizadores falharam no escândalo do Master?
O Brasil, desde novembro, está assistindo o desenrolar de um dos maiores escândalos financeiros do país: o crescimento vertiginoso e a liquidação tardia e explosiva do Banco Master e seus penduricalhos. O banco de investimentos fundado pelo empresário Daniel Volcaro há pouco mais de 8 anos. Segundo a jornalista Consuelo Dieguez, em reportagem publicada este mês na revista Piauí (1), “ o banco Master nasceu, cresceu, pintou e bordou debaixo do nariz do economista Roberto Campos Neto, que presidiu o BC de fevereiro de 2019 a dezembro de 2024. O Master pedia autorização para atuar no mercado desde 2017, mas durante a presidência de Ilan Goldfajn, nunca conseguiu o sinal verde. Em 2019, sob a administração de Campos Neto, Vorcaro chegou lá. A licença causou alguma surpresa, já que, entre os critérios para autorizar um banqueiro no mercado, está a exigência de “reputação ilibada”.
A divulgação pelo programa Street View, do Google, de detalhes com imagens do acesso e dos arredores da base do serviço secreto inglês, em Herenfordshire, desencadeou uma crise entre as autoridades inglesas e a empresa americana. Os usuários da internet podem fazer um giro pelas entradas da base com detalhes nunca antes divulgados.
A crise da montadora Toyota tem levado especialistas em gestão de crises e relações públicas a discutir os erros da empresa japonesa. Aproveitam para repassar princípios básicos da administração que devem ter sido esquecidos pela Toyota.
A crise que assola o governo do Distrito Federal é apenas a face mais visível do que acontece de modo geral em todo o Brasil. Infelizmente, não é a exceção. O rol das denúncias de corrupção no país, envolvendo governantes e políticos, do Amazonas ao Rio G. do Sul, apenas confirma o patrimonialismo impregnado nas entranhas do poder, a ponto de criar o estereótipo de que política e corrupção são irmãs siamesas.
A revista alemã Focus irritou a diplomacia grega, ao circular nesta semana com uma edição provocadora. Ao se referir à crise da Grécia, a revista colocou na capa a famosa escultura da Vênus de Milo com o dedo meio erguido, em posição ofensiva. O braço foi implantado por manipulação da foto.
Os últimos dias têm sido pródigos em oferecer espetáculos de crise explícita, que vão das desculpas lacrimosas do golfista Tiger Woods, até o big brother de araque da escola americana, que vigiava os alunos, por meio de câmera instalada no lap top. Sem falar nas trapalhadas de Arruda, que cada vez afunda mais.
Não foi só o mercado automobilístico e os consumidores que ficaram chocados com a derrapada da Toyota nos recentes episódios de defeitos nos carros da montadora. Os profissionais de relações públicas ainda procuram avaliar o impacto dos erros e consequentes arranhões na imagem da empresa, principalmente pela demora do presidente e dos executivos em oferecer soluções e dar explicações convincentes durante a crise.









