
Reflexões sobre a gestão da comunicação organizacional na sociedade de riscos
A “Organicom”, Revista Brasileira de Comunicação Organizacional e Relações Públicas, da Universidade de São Paulo (USP), publicou o dossiê “Risco e Crise: reflexões sobre a gestão da comunicação organizacional na sociedade de riscos”. São 13 capítulos com diferentes temas ligados à Gestão de Riscos, além de uma entrevista "Gestão da comunicação de crise na sociedade de riscos: desafios e perspectivas na visão de W. Timothy Coombs", um dos maiores especialistas em Gestão de crises, no mundo; professor e autor de livros clássicos sobre Crisis Management, com destaque para The Handbook of Crisis Communication, de 2010, com várias edições; e um dos pioneiros no estudo desse tema do ponto de vista teórico, principalmente da comunicação de crise. A entrevista foi feita pelo Professor doutor em Comunicação, da Universidade Federal de Santa Maria, Jones Machado.
Francisco Viana*
Sim, a recomendação é de Thomas Piketty e está em "O capital do século XXI". Ele diz textualmente: “ … Me parece que os pesquisadores em ciências sociais de todas as disciplinas, os jornalistas e comentaristas, os militantes sindicais de todas as tendências e, sobretudo, os cidadãos deveriam se interessar com seriedade pelo dinheiro, por sua medida, pelos fatos e pela evolução que o rodeia”. Piketty está preocupado com a concentração da renda, que desafia a gravidade, mas bem que poderia dar essa recomendação aos brasileiros. Nós precisamos fazer contas.
Danos causados pela cobertura da mídia sobre comportamento inadequado, trapaças, erros ou eventuais desvios de conduta cometidos pelo CEO podem afetar a reputação da empresa até cinco anos depois do início da crise, de acordo com um estudo da Universidade de Stanford, divulgado esta semana. Foram analisados 38 exemplos de altos executivos que cometeram algum tipo de irregularidade entre 2000 e 2015 e que acabaram demitidos ou afastados.
Qual o papel da diretoria numa crise? Uma nova pesquisa sugere que esse papel não é suficientemente bem compreendido e precisa de muito mais atenção. Um contato mais próximo com a sala da diretoria, principalmente em momentos decisivos para a empresa, mostra uma vulnerabilidade preocupante em torno de preparação e prevenção de crises.
O Procurador Geral da República incluiu o ex-presidente Lula, mais o empresário José Carlos Bumlai e seu filho Maurício Bumlai, em denúncia encaminhada ao STF, no processo em que acusa o ex-Senador Delcídio Amaral, junto com mais 30 pessoas. A decisão do PGR formaliza em linguagem jurídica bastante contundente o que a “voz do povo” há pelo menos dois anos reverberava nos bares e esquinas do Brasil.
Aylê-Salassié F. Quintão*
O paradoxo da empregabilidade pesa fortemente sobre a esperada redução de 36 para 26 ministérios no suposto futuro governo Temer. Milhares de cargos comissionados poderão ser extintos, e seus ocupantes, nomeados na onda do que ficou conhecido como “aparelhamento da máquina do Estado”, serem dispensados . Nesses últimos 13 anos de governo no Brasil desdenhou-se da complexidade técnica das políticas e cargos públicos. As funções de Estado e suas representações vulgarizaram-se - inclusive as de ministro - e foram perdendo gradualmente a autoridade e o sentido, levando à desfiguração das instituições e à desmotivação o funcionalismo.
Por que “crise” é uma palavra ruim? Essa pergunta incomoda quem vai tratar do tema nas reuniões de planejamento, porque ao falar em crise a diretoria, os gerentes, os funcionários a priori já associam o termo a fatos ruins, negativos. Como falar disso numa grande organização? Crise realmente indica um acontecimento ruim? A resposta tem muito a ver com a forma como se faz gestão de crises.









