
New York Times 175 anos: Como se tornar referência em jornalismo, passando por três séculos
Nesta sexta-feira, 18 de setembro, o *The New York Times*, o principal jornal dos Estados Unidos, considerado também como um das maiores e mais qualificadas publicações diárias do mundo, completou 175 anos. Parece fácil registrar o aniversário de uma publicação diária que consegue se fazer presente, ininterruptamente, em três séculos. E se olharmos para trás, para a história do mundo desde 1851, fica ainda mais difícil imaginar como foi possível manter uma marca, mas acima de tudo uma coerência editorial, passando por tantos períodos conturbados da história dos Estados Unidos e do mundo. Isso também tem muito a ver com a história americana, com um cenário político de democracia, apesar das várias crises internas. Um país que conseguiu sobreviver sem rupturas, a um terrível conflito, a Guerra de Secessão*, e sair ainda mais fortalecido, sem rupturas territoriais e políticas.
O Pentágono proibiu o Google de fazer fotografias e vídeos de instalações militares americanas depois que imagens do interior e de pontos estratégicos de uma base no Texas apareceram no site de buscas mais popular da internet.
O Governador de Nova York, Eliot Spitzer, não aguentou a pressão, depois que o New York Times denunciou, na segunda-feira (10), seu envolvimento com redes de prostituição. Ele apresentou a renúncia menos de 72 horas da notícia publicada no site do NYT.
Se servir de consolo, pelo menos não estamos sozinhos. A crise no transporte aéreo, que incomodou por quase um ano os brasileiros, não é privilégio nosso. As autoridades britânicas e os passageiros estão enfrentando há bastante tempo uma crise que envolve a BAA – empresa privada que administra sete grandes aeroportos na Inglaterra e a British Airways, maior empresa de aviação britânica.
A prática de pressionar a imprensa, mediante constrangimentos jurídicos, como ocorre atualmente com as ações da Igreja Universal, não é novidade no comportamento de quem quer cercear a ação da imprensa. A pressão comercial de algumas empresas, quando cortam a publicidade por represália, ou até as alegações de patriotismo, como usou o Governo Bush, na Guerra do Iraque, são outras ações praticadas para pressionar a imprensa por quem se sente incomodado com a publicação de matérias que ameaçam a reputação. Na falta de uma explicação convincente e transparente, o caminho mais fácil é tentar constranger a imprensa ou os jornalistas.
Personalidades famosas ou autoridades eventualmente podem ser vítimas de calúnias ou de matérias negativas que, mesmo verdadeiras, não fazem bem para a reputação. Mas isso já não é um problema.
Denúncias de proprietários de que falhas no dispositivo de rebatimento do banco traseiro do automóvel Fox, fabricado pela Volkswagen, podem acarretar acidentes, mutilando dedos acabaram no Jornal Nacional. O assunto surgiu esta semana em alguns jornais e blogs e acabou levando a multinacional a se pronunciar sobre os incidentes. Numa infeliz intervenção, acabou atribuindo aos motoristas a culpa pelos acidentes.









