
New York Times 175 anos: Como se tornar referência em jornalismo, passando por três séculos
Nesta sexta-feira, 18 de setembro, o *The New York Times*, o principal jornal dos Estados Unidos, considerado também como um das maiores e mais qualificadas publicações diárias do mundo, completou 175 anos. Parece fácil registrar o aniversário de uma publicação diária que consegue se fazer presente, ininterruptamente, em três séculos. E se olharmos para trás, para a história do mundo desde 1851, fica ainda mais difícil imaginar como foi possível manter uma marca, mas acima de tudo uma coerência editorial, passando por tantos períodos conturbados da história dos Estados Unidos e do mundo. Isso também tem muito a ver com a história americana, com um cenário político de democracia, apesar das várias crises internas. Um país que conseguiu sobreviver sem rupturas, a um terrível conflito, a Guerra de Secessão*, e sair ainda mais fortalecido, sem rupturas territoriais e políticas.
As modernas teorias sobre o trabalho sempre apregoaram que chegaria o dia em que você não precisaria se deslocar para trabalhar. O trabalho se transformaria numa tarefa prazerosa, contrariando a concepção histórica da própria palavra que significa sofrimento, castigo.
Três fatos nesta semana, embora não tenham relação direta, mostram como as empresas de comunicação têm dificuldade de administrar aquilo que elas cobram tanto de empresários e autoridades do governo: transparência, liberdade de expressão, isenção política.
A crise enfrentada pelo governo, desde a publicação pela revista Veja (22/03) de um suposto dossiê sobre os gastos de integrantes do governo FHC, mostra como a administração de crise depende cada vez mais de decisões rápidas e transparentes no âmbito da comunicação.
Em fevereiro, este Blog registrou (Mutilações no Fox acabam arranhando imagem da Volks) uma escorregada da Volkwagen, ao não reconhecer problemas com a operação de manuseio da tampa do porta-malas do automóvel Fox.
Na última sexta-feira, o Jornal Nacional da Rede Globo anunciou que o governo decidiu instalar um Gabinete de Crise (nome pomposo quando se quer dar um destaque) para tentar amenizar os problemas com a epidemia de dengue no Rio de Janeiro.
Numa ação inédita para os padrões britânicos, dois tablóides diários - Daily Express e Daily Star - da mesma cadeia jornalística pediram desculpas aos pais da menina Madeleine, o casal Kate e Gerry McCann. A retratação deve-se a matérias divulgadas no ano passado em que apontavam os pais como suspeitos da morte da menina.









