birgadero_jorge_kersul_filhoO ex-chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), Brigadeiro Jorge Kersul Filho, em entrevista ao Portal G1, conta, pela primeira vez, como a Aeronáutica atuou nos três últimos acidentes aéreos ocorridos no Brasil, com a Gol, Tam e Air France. Entre 2006 e 2009, as três tragédias causaram juntas 558 mortes e provocaram uma crise grave na aviação civil brasileira.

Em sua primeira entrevista, desde que deixou o Cenipa, em 2010, o ex-Brigadeiro defende a Aeronáutica fora dessas investigações de acidentes na aviação civil, no Brasil.

Até hoje empresas aéreas e órgãos públicos como Ministério da Defesa, Comando da Aeronáutica, Infraero e Anac administram rescaldos da maior crise da aviação brasileira. A partir do acidente da Gol, em 2006, que coincidiu com um crescimento acelerado da demanda de passageiros, no Brasil, escancarou-se problemas graves na gestão do transporte aéreo brasileiro.

O acidente da TAM, menos de um ano após a tragédia da Gol, ocorreu em meio a essa crise. Ou seja, o que estava ruim, ficou pior. Esse período ficou conhecido como "apagão aéreo" no Brasil e acabou provocando a criação de uma CPI no Congresso Nacional. Como ocorre na maioria das CPIs, não deu em nada. Muito depoimento, muito holofote na mídia, muito discurso, mas de prático nada contribuiu para melhorar o transporte aéreo ou para punir os responsáveis pelo "apagão" ou caos aéreo em que foi jogada a aviação civil brasileira.

No período, além dos problemas com as empresas aéreas, atingidas pelas tragédias, a Infraero e a Anac também enfrentavam crises graves, com o aparelhamento das instituições por indicados políticos do governo. Resultado: uma crise sem precedentes na história da aviação do país.

Leia a reportagem completa Ex-Chefe do Cenipa defende que FAB pare de investigar acidentes civis no Portal G1.

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