
A Copa do Mundo não é nossa: discriminação, racismo e mercantilismo
Quatro anos passam rápido. O Brasil se preparou para aquele tradicional período em que, de norte a sul, muita gente começa a curtir o clima de Copa do Mundo e, naturalmente, da seleção brasileira de futebol, como favorita para ganhar mais um título. Aquele clima de “Pra frente Brasil”... Não é o caso agora. O grupo de jogadores convocados pelo técnico Carlo Ancelotti em sua maioria não joga no Brasil e alguns nunca jogaram. Foram direto para usufruir dos cofres cheios das equipes da Liga dos Campeões da Europa ou para outros países, com salários bem superiores aos pagos no Brasil. “Como a grande maioria deixa o país muito cedo para se formar sob a lógica europeia, o torcedor perdeu a convivência e a criação de memórias afetivas com seus craques.” Quem diz é a psicóloga e escritora Ana Paula Hornos, em artigo publicado no jornal “O Estado de São Paulo” de 13 de junho de 2026.
A falha ridícula na segurança do Papa Francisco, no trajeto entre o Aeroporto e o centro do Rio, expôs o risco de crise que as instituições correm por descuidar dos detalhes ou pela falta de unidade de comando. Foi uma pequena peça da parte mecânica, combinada com erros humanos, que derrubou o avião da Air France, em maio de 2009.
Apesar de uma história pautada por inúmeras crises, a Igreja Católica mostra força. A chegada do Papa Francisco ao Brasil é uma demonstração de como poucas religiões no mundo podem galvanizar multidões em torno de um líder, como o Catolicismo.
As cenas de selvageria, para dizer o menos, que assistimos pela televisão protagonizadas por uma horda de bárbaros destruindo prédios, instalações públicas, empresas privadas e fazendo saques a lojas no Rio de Janeiro não apenas causam revolta. Elas demonstram a que ponto chegou a ineficiência do poder público para debelar uma crise, ante os pruridos do “politicamente correto” e do “vamos esperar para ver como fica”.
O colunista Janio de Freitas, da Folha de S. Paulo – que ninguém pode acusar de parcial ou de simpatias com este ou aquele governo ou partido - criticou, hoje (18), sem meias palavras a comunicação do governo Dilma Roussef, na coluna diária que mantém no jornal.
Há três anos, a gigante britânica BP – British Petroleum vivia um inferno nos Estados Unidos. Ela estava há três meses tentando estancar o maior vazamento de petróleo da história dos Estados Unidos, no Golfo do México. Não há paralelo na indústria petrolífera, em nenhum lugar do planeta, para um desastre daquela dimensão.
Uma ação burocrática quase vira escândalo, porque governo, mídia e oposição não souberam administrá-la.
Quase tudo que foi contado sobre o escândalo, envolvendo o governo Obama com o IRS (a Receita americana) na mídia, estava errado. Mas a imprensa dos EUA e internacional ignorou.









