
A Copa do Mundo não é nossa: discriminação, racismo e mercantilismo
Quatro anos passam rápido. O Brasil se preparou para aquele tradicional período em que, de norte a sul, muita gente começa a curtir o clima de Copa do Mundo e, naturalmente, da seleção brasileira de futebol, como favorita para ganhar mais um título. Aquele clima de “Pra frente Brasil”... Não é o caso agora. O grupo de jogadores convocados pelo técnico Carlos Ancelotti em sua maioria não joga no Brasil e alguns nunca jogaram. Foram direto para usufruir dos cofres cheios das equipes da Liga dos Campeões da Europa ou para outros países, com salários bem superiores aos pagos no Brasil. “Como a grande maioria deixa o país muito cedo para se formar sob a lógica europeia, o torcedor perdeu a convivência e a criação de memórias afetivas com seus craques.” Quem diz é a psicóloga e escritora Ana Paula Hornos, em artigo publicado no jornal “O Estado de São Paulo” de 13 de junho de 2026.
Falhas de gestão, discriminação e crimes de colarinho branco concentraram a maioria das crises corporativas de 2016, segundo o relatório anual do Institute for Crisis Mangement (ICM), dos Estados Unidos, que escrutinou cerca de 600 mil crises ocorridas no mundo ano passado. Também teve destaque a categoria “workplace violence”, crise que aumentou em relação a 2015, principalmente devido aos vários atentados de grupos terroristas ou fanáticos, que deixaram centenas de mortos em 2016.
Francisco Viana*
"... para mim felicidade é a morte" (Shakespeare, Otelo o mouro de Veneza)
A morte, por covarde agressão, de um turista argentino no Rio de Janeiro, em Ipanema, mostra, de maneira trágica, o quanto a violência entrou no nosso cotidiano e como pode ainda se tornar mais presente. Banalizou-se.
As cenas chocantes mostradas pela TV do assassinato de dois traficantes, por policiais, logo após a morte de uma menina de 13 anos*, por bala perdida, e o ataque ao jovem argentino** por quatro marginais escancaram uma realidade que a cada dia se aprofunda. Estamos perdendo os valores mais caros do ser humano: o respeito e o direito à vida, o autocontrole, a honestidade e até a ética.
Passada mais de semana do estouro da Operação “Carne Fraca”, da Polícia Federal, foi preciso decantar tudo que rolou nesse controvertido processo para tentar analisar o que isso tem a ver com comunicação, com gestão de crises, reputação e imagem.
Francisco Viana*
Se pudiéramos vernos al modo que nos ven los outros o al modo que nos verían se lo supieran todo, seria inevitable una reforma general. (Adam Smith, Teoría de los Sentimentos Morales).
A operação "Carne Fraca" e as denúncias da Polícia Federal sobre a venda de carne deteriorada por vários frigoríficos traz à tona uma questão ainda sem resposta: qual o grau de confiança que o consumidor, seja brasileiro ou internacional, pode ter na carne brasileira, inclusive aquela vendida pela midiática marca Friboi, de propriedade da JBS?
As empresas aéreas brasileiras, com o respaldo da Agência Nacional de Aviação-Anac e o apoio dos sindicatos e associações patronais querem que o consumidor brasileiro pague pelos prejuízos acumulados ao longo dos últimos anos. Para isso, elas estão autorizadas a cobrar por mala despachada, a partir do dia 14 de março. Sob o argumento falacioso de que esse aumento poderá ensejar redução da tarifa, a decisão está sendo contestada e questionada por várias entidades, por ferir o Código de Defesa do Consumidor.









