
A Copa do Mundo não é nossa: discriminação, racismo e mercantilismo
Quatro anos passam rápido. O Brasil se preparou para aquele tradicional período em que, de norte a sul, muita gente começa a curtir o clima de Copa do Mundo e, naturalmente, da seleção brasileira de futebol, como favorita para ganhar mais um título. Aquele clima de “Pra frente Brasil”... Não é o caso agora. O grupo de jogadores convocados pelo técnico Carlo Ancelotti em sua maioria não joga no Brasil e alguns nunca jogaram. Foram direto para usufruir dos cofres cheios das equipes da Liga dos Campeões da Europa ou para outros países, com salários bem superiores aos pagos no Brasil. “Como a grande maioria deixa o país muito cedo para se formar sob a lógica europeia, o torcedor perdeu a convivência e a criação de memórias afetivas com seus craques.” Quem diz é a psicóloga e escritora Ana Paula Hornos, em artigo publicado no jornal “O Estado de São Paulo” de 13 de junho de 2026.
“Na minha opinião e experiência, 95% das crises são previsíveis. Isso é certo, quando eu me aprofundei nas crises que ocorreram com meus clientes nos últimos 25 anos, crises sobre as quais eu tenho suficiente informação para concluir realmente que as bandeiras vermelhas da pré-crise estavam quase sempre presentes – e eram ignoradas”.
Semana passada, em S. Paulo, uma mãe esqueceu a filha de cinco meses no carro, às 9h da manhã, quando estacionou para trabalhar. Lembrou somente às 15h, quando saiu do trabalho para buscá-la na creche. A criança não resistiu à falta de ar e ao calor e foi encontrada morta.
Guerras, tragédia, batalha no Congresso e crise econômica submetem o Presidente Obama à prova todos os dias. Num período conturbado da história dos EUA, governar se transforma em saber lidar com crises quase diárias. O que significa conviver com crises?
A crise atingiu a imprensa brasileira. A circulação ds grandes jornais caiu 6% no primeiro semestre, em relação a 2008. As maiores perdas foram dos jornais O Dia (-24%), Extra, Jornal da Tarde e O Estado de S. Paulo (-17%). Diário de S. Paulo (-11%), Diário Gaúcho e Meia Hora (-9%), O Globo (-8%), Folha de S. Paulo (-7%) e Super Notícia (-4%) também registraram perdas.
A pesada multa anunciada pelo ministério da Justiça às empresas telefônicas Oi e Claro é a o ápice de uma crise anunciada desde quando essas empresas chegaram ao Brasil. As duas, junto com a Telefônica, são apenas o lado mais visível do que acontece com todas: desrespeito total ao consumidor, às leis e às autoridades.









