
Relatório Anual de Crises de 2025 mostra crescimento das categorias cybercrime, má gestão e assédios
O ICM-Institute for Crisis Management, dos Estados Unidos - que há vários anos publica um Relatório Anual das principais crises corporativas no mundo – (1) registrou 1 milhão 232 mil notícias sobre crises em 2025, um aumento de 8% em relação a 2024. Mas, ainda significativamente abaixo do pico de quase dois milhões de casos registrados em 2023. As crises que dão sinais antes de acontecer (smoldering crises*) mantiveram sua posição histórica, representando 65% das notícias monitoradas, enquanto o cybercrime voltou a aparecer como a categoria com a maior proporção de notícias, ocupando um quarto do total das crises do ano. As crises repentinas (sudden crisis) representaram 35%. Várias categorias apresentaram variações surpreendentes, especialmente ações coletivas (*class actions* 2,28% e casos de assédio sexual (15,26%), que tiveram um aumento fora do normal. Categoria esta que nunca apareceu com tanto destaque, em qualquer Relatório anterior.
2. Catástrofes
A categoria de Catástrofes manteve-se estável em 2,28% em 2025. De ressaltar que o índice elevado que aparecia nessa categoria nos anos 2020 a 2022, por exemplo, foi o critério do ICM de considerar a própria pandemia uma catástrofe. O ano foi marcado pelo custo, alcance e frequência crescentes de desastres relacionados ao clima. Vários balanços de fim de ano descreveram 2025 como um dos anos de maior prejuízos já registrados, em termos de catástrofes naturais, principalmente com incêndios florestais em Los Angeles, grandes inundações na Ásia e nos Estados Unidos e o terremoto em Mianmar, que dominaram a cobertura internacional.
· Cientistas da organização sem fins lucrativos Climate Central relataram 23 desastres climáticos e meteorológicos distintos que custaram, em 2025, US$ 115 bilhões em prejuízos e 276 mortes, ao passo que uma análise global separada constatou que apenas os dez desastres climáticos mais custosos, só eles deram prejuízos de US$ 120 bilhões.
· Os incêndios florestais de Los Angeles foram a catástrofe que definiu o ano. A cobertura jornalística descreveu os incêndios de janeiro como o desastre de incêndio florestal mais caro já registrado, matando pelo menos 31 pessoas, destruindo milhares de estruturas e causando perdas econômicas estimadas em cerca de US$ 60 bilhões ou mais. Outros eventos importantes incluíram o terremoto de magnitude 7,7 em Mianmar, em março, com cerca de 4.500 mortes e US$ 12 bilhões em perdas, e graves inundações sazonais na China, que causaram pelo menos US$ 11,7 bilhões em danos materiais e centenas de mortes.
3. Cybercrime
· O cybercrime foi, indiscutivelmente, a categoria de crise mais ativa de 2025, superando todas as outras com 25,44% dos casos monitorados. Veículos de imprensa noticiaram ataques que afetaram corretoras, companhias aéreas, fabricantes, fornecedores do setor educacional, softwares corporativos e infraestruturas críticas, entre outros. O balanço de fim de ano da *Infosecurity Magazine* identificou dez ataques cibernéticos marcantes, ao passo que relatórios mais abrangentes apontaram o risco cibernético como uma das principais preocupações empresariais pelo terceiro ano consecutivo.
· O caso de maior destaque foi, possivelmente, a invasão da Bybit em fevereiro, descrita como o maior roubo de criptomoedas da história,com cerca de US$ 1,45 bilhão em Ethereum subtraídos. O FBI, posteriormente, associou o ataque ao grupo norte-coreano Lazarus. A Coinbase revelou uma violação facilitada por um colaborador interno que afetou quase 70 mil pessoas e gerou um prejuízo estimado em US$ 400 milhões, enquanto a Jaguar Land Rover sofreu um incidente cibernético que, segundo estimativas posteriores, causou £1,9 bilhão (R$ 13 bilhões) em prejuízos econômicos no Reino Unido. (...) O que tornou 2025 um ano marcante não foi apenas a magnitude das perdas, mas também as consequências operacionais. Incidentes cibernéticos causaram repetidas interrupções de sistemas, atrasos em serviços e paralisações na produção, além de evidenciar a dependência de um número reduzido de plataformas digitais e fornecedores, segundo o Relatório do ICM.
4. Discriminação
· A discriminação ocupou uma posição inferior em 2025, com 8,59%, uma queda de mais de um quarto em relação a 2024. A discriminação envolve principalmente a xenofobia aos imigrantes, como ocorre em vários países da Europa. Ainda assim, permaneceu como uma das categorias de crise com maior carga política e jurídica em 2025. O ano combinou níveis recordes de atividades de fiscalização relacionadas à discriminação com mudanças significativas nas políticas e no arcabouço jurídico.
5. Disputas Trabalhistas
· As disputas trabalhistas, com greves e lockouts, além de invasões, representaram 7,46% das notícias monitoradas, uma queda de quase um quarto em relação ao ano anterior. Ainda assim, a categoria manteve alta visibilidade em 2025, especialmente nos setores de saúde, educação, serviços públicos e manufatura.
6. Má Gestão
· A má gestão ou erros de gestão — historicamente a maior fatia de crises dos cenários monitorados ano a ano pelo ICM — caiu para o segundo lugar em 2025, representando 19,03% das notícias acompanhadas. Foi o índice mais baixo desde os anos da COVID (2020, 2021 e 2022). As notícias do ano frequentemente envolviam estratégias frágeis, decisões equivocadas em relação aos stakeholders, investimento insuficiente em resiliência ou governança deficiente nas áreas de tecnologia e risco. O *Edelman Trust Barometer* — um estudo global essencial sobre confiança e credibilidade — divulgado anualmente pela empresa de PR Edelman, dedicou o relatório anual de 2026 ao tema "Confiança e a Crise do Descontentamento" (*Trust and the Crisis of Grievance*).
· Vários casos empresariais de grande repercussão serviram de alerta para a gestão de marcas, o planejamento da cadeia de suprimentos e a tomada de decisões executivas.
· Entre as principais notícias de negócios da CNN em 2025, destacaram-se as reações negativas enfrentadas pela Target e pela Cracker Barrel; ambas transformaram decisões de marca ou de posicionamento em crises autoinfligidas, resultando em impactos nas vendas, na reputação ou em boicotes.
· O *Risk Barometer* de 2025 da Allianz indicou que muitas empresas ainda estavam despreparadas para lidar com os riscos que elas próprias haviam identificado como os mais graves. O fio condutor de 2025 foi que a má gestão muitas vezes parecia algo corriqueiro até que as consequências se tornassem públicas. A adaptação lenta à IA, o planejamento geopolítico frágil, a antecipação deficiente de questões críticas e o planejamento superficial de resiliência geraram tensões empresariais evitáveis. Essa categoria permanece relevante por evidenciar uma dura verdade: muitas das crises mais prejudiciais não decorrem de atos criminosos, mas sim de falhas de julgamento.
7. Assédio Sexual
· A grande maioria das 15,26% de ocorrências monitoradas na categoria “Assédio Sexual” se deveuao uso crescente da hashtag #MeToo. A posição dessa categoria atingiu o nível mais alto já registrado pelo ICM desde que o movimento ganhou destaque na mídia em 2018 e 2019. Embora o assédio sexual no ambiente de trabalho tenha gerado menos manchetes de grande repercussão em 2025 do que no auge da era #MeToo, a questão permaneceu em pauta em litígios, iniciativas de *compliance* e discussões sobre a cultura organizacional.
· Além de um caso uma decisão de um tribunal de apelação da Califórnia que reverteu uma condenação de US$ 10 milhões por assédio no caso *Odom v. Los Angeles Community College District*, principalmente devido à admissão de provas inadequadas e à fixação de indenizações excessivas, outros exemplos mantiveram a categoria em evidência.
· Dados da EEOC continuaram a mostrar que milhares de denúncias de assédio sexual são registradas anualmente, ao passo que grupos de defesa de direitos e áreas de recursos humanos ressaltaram a persistência do assédio em setores marcados por desequilíbrios de poder, culturas organizacionais que desencorajam denúncias ou treinamentos de gestão inconsistentes.
· O cenário geral de 2025 indicou que o assédio sexual não desapareceu; ele simplesmente tornou-se mais difuso e menos dependente de manchetes envolvendo celebridades. Casos continuam a surgir em litígios, arbitragens e ambientes de trabalho nos setores de saúde e serviços, revelando frequentemente falhas nos processos de denúncia, supervisão e resposta, em vez de apenas casos isolados de má conduta. Para as organizações, essa categoria permanece sendo tanto uma questão de cultura e governança quanto uma questão jurídica.
Obs. No Brasil, o ano de 2025 também sinalizou um aumento nas denúncias das crises de assédio, envolvendo desde médicos, em consultas, até os casos de pressão no ambiente de trabalho, tendo culminado alguns com a morte das vítimas.
8. Crimes de Colarinho Branco
As notícias sobre crimes de colarinho branco em 2025 mantiveram-se estáveis em 5,40% do total, abrangendo fraudes em auxílios da pandemia, suborno, desvio de recursos, crimes fiscais, lavagem de dinheiro envolvendo criptoativos e fraudes com valores mobiliários. A análise dos principais casos da Divisão de Investigação Criminal do IRS (Receita Federal dos EUA) ofereceu um panorama particularmente claro do ano, destacando como "seguir o rastro do dinheiro" expondo a corrupção pública, abusos ocorridos durante a pandemia, esquemas de evasão fiscal e fraudes cibernéticas transnacionais. Vários casos envolveram valores monetários excepcionalmente altos e circunstâncias marcantes, ganhando grande repercussão na mídia.
(1) A pesquisa do ICM leva em conta crises que apareceram na mídia internacional.
(2) O critério do ICM para considerar “smoldering crisis” ( crises que dão sinais, antes de acontecer) é diferente de outros autores, como o especialista americano Jonathan Bernstein. Ele sempre defendeu, após anos de consultoria, que cerca de 95% das crises corporativas dão sinais, antes de acontecerem. Dado que parece ser um consenso, hoje, na variada literatura de gestão de crises.
CRISES CORPORATIVAS NO MUNDO
Quais as cinco maiores crises corporativas ocorridas no mundo, em 2025?
Esta é uma resposta complexa, porque envolve uma série de situações que vão de grandes tragédias, como quedas de aviões, até desvios milionários de recursos, como cyberataques, com prejuízos milionários às empresas atingidas. Numa pesquisa global, o entendimento de crise corporativa pode propiciar respostas estranhas, por acontecimentos graves, certamente, e que nem deram grandes manchetes.
O ano de 2025 foi marcado por disrupções tecnológicas aceleradas, pressões por governança real e limites legais ao marketing agressivo. Cinco das maiores crises corporativas globais ilustram esses desafios. Pesquisa recente na Inteligência Artificial mostra que essas crises pouco apareceram na mídia internacional, limitando-se à divulgação apenas nos países onde aconteceram.
1. Demissão do CEO da Nestlé
Uma das maiores crises de governança do ano ocorreu na gigante de alimentos Nestlé, culminando na destituição do seu CEO após um escândalo grave de conduta interna. A falta de transparência e os problemas de liderança inicial abalaram investidores globais e exigiram uma reformulação urgente nas políticas de conformidade da companhia. É importante destacar que a demissão do principal executivo por algum erro ou incompetência é uma crise grave. Pesquisa conduzida pela Universidade de Stanford constatou que as empresas que tiveram o CEO envolvido em crises graves (exemplos como a Enron, a Volkswagen, Nissan) levam pelo menos cinco anos para recuperar o estrago na reputação por essa demissão.
2. Ciberataque à Marks & Spencer
A varejista multinacional britânica Marks & Spencer – uma marca de roupas fortíssima na Europa, principalmente no Reino Unido - foi alvo de um ataque cibernético de larga escala que paralisou suas operações globais e resultou no vazamento massivo de dados de clientes. A lentidão na resposta técnica e na comunicação emergencial evidenciou a vulnerabilidade da infraestrutura digital da companhia perante o avanço do cibercrime organizado. É considerado um dos maiores 'cases' de crise do ano passado, pelo impacto e a ameaça à sua reputação. A empresa perdeu centenas de milhões de libras em vendas e custos de recuperação.
3. A Rejeição das Campanhas de IA do McDonald's e Coca-Cola
Embora sejam marcas distintas, ambas protagonizaram a mesma crise reputacional em 2025: o abuso de Inteligência Artificial generativa no marketing. Ao lançarem campanhas de grande orçamento (como o comercial natalino da Coca-Cola) inteiramente criadas por IA, as empresas sofreram forte rejeição do público, que considerou o conteúdo "raso", artificial e sem conexão emocional, gerando boicotes digitais imediatos. É preciso rever todo o planejamento de marketing para 2026, porque é a segunda vez que a IA coloca empresas na parede.
4.Colapso Narrativo da Startup Poppi
A fabricante de refrigerantes saudáveis Poppi – uma marca comercializada principalmente nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Irlanda - que vinha registrando crescimento meteórico sob a promessa de benefícios à saúde intestinal, viu sua marca ruir após auditorias e denúncias de consumidores apontarem incoerências severas entre o discurso de marketing e os ingredientes reais da fórmula. O caso virou um exemplo global sobre os perigos do storytelling sem sustentação prática.
O Brasil em estado de crise em 2025, principalmente na área financeira, nas rodovias e nos costumes
O Brasil deixou vários passivos em 2025, pelo menos em três segmentos: segurança da população, junto com a saga da corrupção e dos golpes virtuais; insegurança nas estradas, principalmente nos acidentes com caminhões, que redundam em milhares de mortes todos os anos; e um aumento preocupante dos crimes de feminicídio em todo o país. São três crises graves que o governo, os órgãos fiscalizadores, a sociedade civil, o ministério dos Transportes e o Judiciário não conseguiram resolver. Ou pelo menos amenizar.
Para completar, um dos maiores escândalos financeiros da história: a liquidação tardia e explosiva do Banco Master: o banco de investimentos fundado pelo empresário Daniel Volcaro, há pouco mais de 8 anos. Segundo a jornalista Consuelo Dieguez, em densa reportagem publicada em fevereiro, na revista Piauí 233 (1), “ o banco Master nasceu, cresceu, pintou e bordou debaixo do nariz do economista Roberto Campos Neto, que presidiu o BC de fevereiro de 2019 a dezembro de 2024. O Master pedia autorização para atuar no mercado desde 2017, mas durante a presidência de Ilan Goldfajn, nunca conseguiu o sinal verde. Em 2019, sob a administração de Campos Neto, Vorcaro chegou lá. A licença causou alguma surpresa, já que, entre os critérios para autorizar um banqueiro no mercado, está a exigência de “reputação ilibada”. Como tudo que começa mal, um dia vai acabar mal, o fim do banco Master deixou milhares de investidores – tanto pessoas físicas, quanto corporativas, fundos de pensão, de saúde, etc – no prejuízo. Além de ter causado um rombo da ordem de R$ 40 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito-FGC, que é mantido por todos os bancos.
Além do Banco Master, uma das empresas públicas com uma das maiores crises do país, no momento, são os Correios. Com prejuízo anunciado de R$ 3,16 bilhões no 1º trimestre de, a empresa estatal recebeu o aval do governo para tomar um empréstimo de R$ 12 bilhões de cinco bancos, dois estatais, com vistas a pelo menos continuar funcionando e permitir um ‘refresco’ para se tornar uma corporação pública autossuficiente.
Junto com os Correios, outras empresas tiveram problemas financeiros em 2025, e entraram em modo de crise no Brasil, mas administrada ou em fase de execução, pelo menos até agora:
a) Gol Linhas Aéreas; b) Grupo Toky (dono da Tok&Stok); c) Raízen; d) Grupo Oncoclínicas; e) Grupo Pão de Açúcar, entre outros.
Convém registrar também que outras grandes empresas enfrentaram e enfrentam crises graves, como BRB (Banco de Brasília), empresas ligadas ao grupo Master, Lojas Americanas, Polishop, as empresas de turismo Hurb e 123 milhas, a empresa aérea VoePass, entre outras.
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“Não importa o quão bons sejam seus sistemas de gestão de risco, as empresas não podem planejar para tudo. Alguns riscos estão fora da esfera de experiência das pessoas ou tão remotos que ninguém poderia imaginá-los. Alguns resultam de uma tempestade perfeita de quebras coincidentes e alguns se materializam muito rapidamente e em escala enorme. Esses novos riscos, como os autores os chamam, não podem ser tratados seguindo um manual padrão.”
Problema elétrico do Boeing 737 MAX afeta alguns aviões do modelo e a crise da Boeing com esse avião parece não ter fim.
Algumas crises começam, duram algum tempo e não terminam rapidamente. Quando envolvem uma marca, por mais forte que seja, acaba produzindo um desgaste difícil de reparar, no futuro. De certa forma, são crises intermináveis. É o que está acontecendo com a Boeing, em função do labirinto em que entrou o modelo 737 MAX, lançado como a grande esperança da empresa para reverter perdas nos últimos anos. Poucos meses depois de retornar aos céus, o problemático jato da Boeing enfrenta outro revés.
A ONG médica afirma que a negligência do governo está custando vidas, já que o número de mortos ultrapassa 362.000, perdendo apenas para os EUA. Hoje (16), o País chegou perto de 370 mil mortos, com mais 3.070 perdas em 24h.
A resposta negligente do governo brasileiro à Covid-19 mergulhou o país sul-americano em uma "catástrofe humanitária" como uma bola de neve que deve se intensificar nas próximas semanas, alertou a ONG médica Médicos Sem Fronteiras.
A denúncia foi publicada na quinta-feira, nos principais jornais do mundo. O britânico The Guardian publicou a notícia como chamada de capa do site. No início de maio do ano passado, o mesmo jornal dizia que "O Brasil viu o maior aumento diário em seu número de mortes por coronavírus, apesar das sugestões errôneas do presidente Jair Bolsonaro de que o pior da crise havia passado." Foi quando o presidente minimizava a pandemia, alegando que era uma "gripezinha", que logo passaria.
Uma questão interessante para quem trabalha com gestão de crises é a imprevisibilidade das crises. Afinal, as crises podem ser previstas? O Brasil atingiu ontem uma marca terrível: 300 mil mortes por Covid-19, em um ano. Só os Estados Unidos têm números maiores. Com uma população um terço maior. Em mortes por 1 milhão de hab, os EUA registram 1.654 óbitos e o Brasil 1.424.
Em março do ano passado, quando morreu o primeiro paciente por Covid no Brasil, nenhum brasileiro de sã consciência e discernimento poderia prever ou sequer ousar especular que teríamos 300 mil mortes pelo coronavírus, um ano depois. E por que nos permitimos chegar a essa marca histórica? Com todas as consequências nefastas para os brasileiros?
Crise do coronavírus
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O Brasil completou neste mês de março um ano de luta contra o coronavírus. Por mais pessimista que fosse o brasileiro, quando o primeiro caso de Covid foi descoberto aqui, jamais poderia imaginar que um ano depois estivéssemos enfrentando nova onda e o auge da pandemia, chegando ao recorde de 2.840 mortos e de mais de 90 mil infectados em 24h.
Neste 11 de março, completam-se dez anos da tríplice tragédia do Japão: terremoto, tsunami e explosão de reatores da Usina nuclear de Fukushima. É considerado um dos maiores desastres naturais da história, porque a tragédia natural foi combinada com o acidente nuclear, que levou à explosão de reatores da usina nuclear, seguida da evacuação da região, e a prejuízos incalculáveis. A extensão e o custo da tragédia se devem mais às consequências da explosão do reatores em Fukushima, do que propriamente às dos fenômenos naturais.









